MISSA PARA GAYS

Em Londres, uma paróquia promove atualmente uma Missa especial para gays, e dizem ser com autorização do Vaticano. De fato isso me surpreende, e desconfio, porque hoje é muito complicado discernir aquilo que verdadeiramente vem do Santo Padre e o que vem do Vaticano. Porque decididamente, nem tudo aquilo que vem do Vaticano, vem do Papa.

Dizem que a exigência principal do Vaticano é que os gays não usassem desta prerrogativa como bandeira de protesto contra a moral católica, nem que descumprissem os preceitos da doutrina. Mas pergunto: seria isso possível? Já se viu algum movimento destes, que fosse pacifista de fato, e desejasse o mesmo que Deus deseja para o homem? O que se tem visto é que eles querem derrubar a Igreja, e usam para isso de todas as formas, porque em síntese é a única cuja moral condena este estado de vida.

O padre responsável diz que os contrários devem aprender a calar a boca, enquanto o Bispo diz que esta é uma decisão que ele deveria tomar, decisão esta que pode bem repercutir em outras localidades e outros países, para ser aceita. Há naturalmente os grupos de católicos que são contra, e a notícia diz que estes grupos se reúnem frente a Igreja para rezar o terço e pedem o fim desta Missa.

Diante deste fato, o que devemos considerar? Certo ou errado? Melhor assim do que eles ficarem sem Missa? Bom ou ruim para a Igreja?

1 – É preciso ficar bem claro que na Igreja Católica, TUDO deve ser ABERTO para TODOS, indistintamente, sem separação por raça, cor, idioma, nacionalidade, opção sexual, profissão, grupo, nível de vida ou autoridade.

2 – Tudo deve seguir a orientação fiel e segura do Papa, e dos documentos doutrinais da Igreja. A ninguém é dado receber vantagens especiais, e desta forma nenhum dos sete sacramentos pode ser administrado a quem vive em estado de pecado continuado.

3 – A Missa deve ser única e a MESMA, em todo o mundo, conforme a liturgia, porque este é seguramente o fator principal de sua unidade. Não se pode criar modos e meios que agradem uns, e desagradem outros. O que divide vem do demônio, mesmo que tenham uma aparente carinha de santidade.

Assim sendo:

1 – Está errado promover uma Missa especial para pessoas diferentes, porque este é um fator de divisão, de discórdia, que só trará malefícios. Tais pessoas devem se sentir bem dentro da Missa normal, com toda a comunidade, sem divisão de espécie alguma, ou não são católicos de fato.

2 – Se tais pessoas não se mantêm castos, e levam vida homossexual ativa, não podem de forma alguma participar dos Sacramentos, especialmente da Eucaristia, sob pena de sacrilégio e de excomunhão. Se eles se mantêm castos, não existe justificativa para que tenham uma Missa especial, só para um grupo de pessoas, que se acham especiais. Neste caso melhor ficar sem Missa, que receber indignamente um sacramento.

3 – As pessoas que têm esta tendência, na verdade não encontrarão nem a cura nem a satisfação devido a este procedimento. Até porque muitos deles não acham diferença entre estar na Igreja Católica ou na Abadia protestante que fica próxima. A Igreja acolhe com carinho a pessoa gay, como acolhe com carinho a todas as pessoas indistintamente, mas jamais será conivente com o pecado, porque sua moral, de origem divina, condena a vida marital entre pessoas do mesmo sexo. A Igreja de Pedro, jamais mudará este conceito!

4 – O simples fato da vida afetiva em comum, entre pessoas do mesmo sexo, leva já a um desarranjo no corpo social, sendo causa contínua de divisão e discórdia. Mesmo que visivelmente não apareça a segregação, nos corações de muitos, isso é inevitável, porque estigmatiza tais pessoas. Nestes casos, porém, JAMAIS pode ser aventada a discriminação, porque quanto ao pecado não existe contemporização.

Noutro dia, eu lia uma reportagem sobre uma pesquisa conduzida nos Estados Unidos, que para mim tem o maior fundamento, pois vai de encontro a tudo aquilo que tenho escrito: o problema do homossexualismo galopante de hoje, não tem origem em uma disfunção genética, mas simplesmente no desajuste familiar, e acontece na idade crítica que vai dos mais tenros anos, até a adolescência. Elas não nascem assim! Tais pessoas sofrem uma quebra de valores, e perdem o referencial, tanto masculino como feminino. E é angustiante, desesperador, terrível, esmagador o sofrimento pelo qual eles passam.

De fato, embora “gay” significa “alegre”, até hoje, em dezenas de casos que aqui nos chegaram, jamais vi um só deles alegre, feliz com seu estado, com sua tendência, antes vi sim, a marca da dor, do tormento, do estigma. Mesmo que tais pessoas assumam a sua condição, ainda assim quando sozinhos, nos seus quartos, seus travesseiros são testemunhas de rios de lágrimas. Ninguém faz idéia do quanto eles sofrem! Tenham plena certeza de que já chorei com a dor deles, alguns bons amigos!

O que fazer então? Mudar este mundo podre, imundo, onde os pais não dialogam mais com os filhos nem são presentes! Lutar por famílias unidas e felizes em torno das coisas de Deus pela oração! As famílias do divórcio são a segunda causa! Antes disso vêm as mães ausentes, que ao invés de estarem doutrinando os seus filhos estão no mercado de trabalho disputando empregos, cargos e salários, para poderem comprar pinturas e mil supérfluos. O terceiro caso se dá com os pais excessivamente duros, ou com as mães excessivamente femininas, quando não ensinam os filhos a serem assim. Claro, os casos de estupro dos pais nos filhos, mas destes pais cuida o diabo!

Assim, está completamente errado instituir Missas especiais para homossexuais, porque Jesus morreu para todos os que querem, indistintamente. Ele nos quer todos em uma só comunidade de amor, jamais divididos por categorias ou segregados por estigmas. Não creio que o Santo Padre tenha autorizado isso, e se alguém o fez em nome dele, pagará caro, porque isso divide e segrega.

Tais pessoas devem ser acolhidas com normalidade, sem serem estigmatizadas e em oração, porque a oração com o coração, pode mudar qualquer desvio pessoal, inclusive o doloroso estado de homossexualismo. Do fundo da alma, duvido que algum deles deseje ser o que é e viver a dor que vive. Mas devem se manter castos, para que possam participar da Eucaristia. Só Jesus lhes poderá dar a vitória! Ele morreu por todos, e na Missa quer todos os pés da cruz!

E gritemos juntos: Vem, Senhor Jesus! Nós te imploramos!

fonte:paideamor.com

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