Seminário bicentenário de Olinda


Conta a história que o Seminário de Olinda está fincado no alto do morro onde Duarte Coelho teria dito a famosa frase: "Oh! linda situação para uma vila". Os anos se passaram, a história é contada a cada geração e este ano o prédio secular, que está no ponto mais alto da cidade, completa 210 anos. A construção data de 1810 e tem 45 quartos destinados à moradia dos seminaristas, além de uma biblioteca com livros raros, salas de estudo e até de informática. O espaço sobreviveu ao tempo e virou exemplo de patrimônio bem preservado em Olinda.

Os religiosos diocesanos mantêm o prédio onde há 64 seminaristas morando. Os tempos mudaram e hoje as aulas de filosofia e teologia necessárias à formação de oito anos do padre já não acontecem mais no seminário e sim na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), onde são submetidos a vestibulares para esses cursos. Por isso as antigas salas de aula deram lugar às de estudo. Em uma delas, computadores modernos contrastam com as paredes antigas. Perto dali, uma TV também já pode ser ligada nas sextas-feiras à noite.

No térreo do seminário, após a entrada à direita, uma placa avisa: sala de visita. O espaço simples, decorado apenas com uma mesa de madeira e poucas cadeiras do mesmo material, já foi cenário para muitos encontros entre seminaristas e seus familiares. Hoje eles já podem ir para casa com mais frequência. Também sinal dos tempos de mudança que circulam no prédio antigo com a Arquidiocese de Olinda e Recife sob a gestão de dom Fernando Saburido, que é bispo diocesano. Antes de ser seminário, a estrutura abrigou o colégio dos jesuítas, incendiado pelos holandeses durante a expulsão.

O padre José Severino, que é vice-reitor do seminário disse que o prédio é mantido pelos próprios diocesanos. Apesar da aparente boa condição, o religioso conta que as paredes externas precisam de cuidados, além de pintura, por causa dos danos causados pela chuva. Além disso, as janelas e portas antigas também já sofrem com a deterioração.

Igreja - Vizinha ao seminário está a Igreja Nossa Senhora da Graça, onde todos os dias há missas às 5h30. O templo é mais antigo que o seminário e foi reformado em 1631, após ser incendiado pelos holandeses. Trata-se de um dos maiores testemunhos da arquitetura jesuítica do século XVI no Brasil. A construção foi inspirada na Igreja de São Roque, em Lisboa. Entre as peças sacras mais antigas e raras do espaço estão uma imagem de Nossa Senhora da Graça - que é patrona do seminário - um púlpito todo em madeira, além de pedaços do antigo altar-mor que existia antes da igreja ser incendiada.

fonte:arquidiocesedeolindaderecife.com

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