A verdade muda o mundo, não a violência, diz Papa

"Não é a violência, a verdadeira revolução que muda o mundo, mas a luz silenciosa da verdade". Foi o que afirmou o Papa Bento XVI, neste domingo, 12, na Missa na paróquia de São Maximiliano Kolbe, em Roma.

Refletindo sobre o exemplo de São Maximiliano, que se ofereceu para morrer no lugar de um pai de família, no campo de concentração nazista, o Papa destacou: "Que grande luz tornou-se ele! Quantidade de luz que está vindo deste valor e encorajou outros a dar sua vida, para ajudar os sofredores, os oprimidos!".

Com este exemplo e comentando o Evangelho deste domingo, que apresenta a passagem na qual João Batista, preso, ouve falar das obras de Cristo e pede aos seus discípulos que lhe perguntem: 'És tu Aquele que está para vir, ou devemos esperar outro?', o Papa afirmou que "não é a violência que muda o mundo".

"Nos últimos três séculos vieram tantos profetas, ideólogos, ditadores que disseram não é Ele [Jesus], somos nós que mudamos o mundo. E fizeram as suas ditaduras. Mas de todas estas promessas ficou apenas um grande vazio e destruição: Hoje, sabemos que não eram eles", destacou Bento XVI.

O Papa acrescentou: "Cristo não fez revoluções cruentas. Não é a violência, a verdadeira revolução que muda o mundo. Mas a luz silenciosa da verdade, da bondade de Deus, que é o sinal de Sua presença e nos dá a certeza de que somos amados até o fim e que não fomos esquecidos. Não somos o produto do acaso, mas de uma vontade de amor".

Bento XVI disse ainda que, "assim podemos viver, podemos sentir a proximidade de Deus. 'Deus está próximo', diz primeira leitura de hoje, está perto, mas muitas vezes nós estamos longe. Chegai, andemos na presença de Sua luz, nós oramos ao Senhor e em contato com a oração nos tornamos luz para os outros".

Dirigindo-se aos fiéis presentes nesta Celebração Eucarística, Bento XVI os exortou a dar o seu contributo à caridade - pilar da vida cristã -, sendo constantes e pacientes na espera do Senhor que vem, evitando lamentações e juízos . E a não fazer desta paróquia uma célula isolada do contexto diocesano, "deve antes ser uma expressão viva da beleza da Igreja".

fonte:cançaonova.com

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