CARTA A PERSONAGEM BÍBLICO

A AUTORIDADE DE JESUS E OS ENFERMOS

SL 146 05.02.12

Como seria o teu dia a dia, Jesus? Essa pergunta encontra eco em cada coração que se eleva a ti em oração para entender o projeto de vida e verdade que vieste realizar como enviado do Pai! Nesse sentido, o evangelista Marcos nos coloca em sintonia contigo e tua prática, fazendo-nos acompanhar o teu cotidiano.

Várias são as possibilidades, de modo particular teu comportamento no dia de sábado, questionando teus contemporâneos por meio de reflexões e atitudes. Quando nos aproximamos do cap. 1, versos 29 a 39, te encontramos enfrentando o mal, colocando-se do lado dos doentes. Isso se repetirá por várias vezes até te unires definitivamente aos sofredores na cruz! Na tradição bíblica, as doenças foram vistas como castigo. Um caso paradigmático é aquele de Jó que sendo um homem de Deus se viu diante da experiência do sofrimento (Jó 7,1-4.6-7).

Tentando explicar esse mistério da vida humana, seus amigos alegavam que os justos são recompensados e os ímpios, castigados. Também defendiam o caráter pedagógico do sofrimento (cap 32-37). O sofrimento de Jó nasceu de três situações: 1. a desgraça que se abateu na vida de sua família; 2. a falta de solidariedade de sua esposa e filhos; 3.a sensação de silêncio de Deus (Jó 1,6-2,10). Jó porém não se auto compreendia ímpio (Jó 1,1-5; 31,6). Mas seus amigos Elifaz, Baldad e Sofar insistiam para que aceitasse que havia pecado. E agora, como ajustar as coisas? Na sociedade atual, por meio de grupos religiosos que divulgam a “teologia da retribuição” (Jó 21,5-6) e apresentam um deus que negocia a salvação por meio de celebrações que apelam para o emocional precisamos estar atentos para não desvirtuar o verdadeiro sentido da religião!

Que perspectivas haveria para os sofredores? A quem recorrer? É verdade que Jó mesmo amaldiçoando o dia de seu nascimento, não amaldiçoa a Deus; se mantinha firme na sua fé louvando e bendizendo o Senhor por sua sabedoria e obras da criação (Jó 1,20-22; 9,1-10). É comum diante das fragilidades e limitações da vida, sentirmo-nos tentados a desanimar e até nos perguntarmos por que a nós e não a outros que publicamente não fazem a vontade de Deus!

O testemunho que os habitantes de Cafarnaum receberam de ti, no início de teu ministério é que assumiste o sofrimento, curando os enfermos. Desde a sinagoga daquela cidade, onde deixaste a todos admirados com a tua sabedoria, ensinando com autoridade superior àquela dos fariseus e tiraste o espírito mal de um homem possuído (Mc 1,21-28), demonstraste para que vieste a esse mundo.

Saindo dali, te dirigiste à casa de André e Simão (Pedro), onde sua sogra estava com febre. Contigo estavam os outros quatro discípulos que havias escolhido (Mc 1,16-20). Poderíamos parar um instante para recordar que sendo a primeira vez que o evangelista fala de casa, ela se tornará um sinal de contraposição à sinagoga pois se ti sentias bem nas casas, nas sinagogas eras rejeitado e foste condenado (Mc 3,6).

O evangelista quer dar ênfase àquela cura (Mc 1, 30) mesmo que tenhas curado outras pessoas (Mc 1,34). Ela tem um caráter especial considerando sua conseqüência: a curada se colocou à disposição, “ela põe-se a servir” (Mc 1,31b). Esse gesto prova a capacidade que temos não só de agradecer, mas também de servir o outro! Tu a libertaste e ela livre, atuou para fazer crescer o bem, acolhendo. Mas sabendo que o evangelho segundo Marcos foi uma espécie de catecismo para as primeiras comunidades, podemos intuir que o teu gesto de “se levantar” (Mc 1,31) pode nos remeter ao batismo que por sua vez nos convida a entrar na dinâmica do Espírito que distribui seus dons.

Tu curavas “até o pôr do sol” (Mc 1,32). Não tinhas hora (de manhã, de tarde e de noite) nem lugar para enfrentares o mal (sinagoga, na rua, dentro de casa, no deserto). Estavas convicto de que devias percorrer todas as aldeias (Mc 1,38-39). Entretanto não descuravas os momentos de oração (Mc 1,35) onde te antenavas com o Pai. Sempre antes de alguma atitude libertadora, Marcos, observa que te refugiavas em oração não para fugir, mas para assumir a missão! Vale ressaltar que fugias da fama que atraíste, não te deixando cair na tentação da popularidade (Mc 1,37).

Acredito que teus discípulos ficaram decepcionados contigo porque havia tanto o que fazer ali ainda. Eles não perceberam que tua missão não era curar, mas pregar o Reino. Corremos o risco a exemplo dos discípulos de acharmos que religião é para curar. A principal missão dos discípulos de Jesus é anunciar o amor e criar comunidades de irmãos. Como conseqüência isso levará a trabalhar pra as mudanças pessoais e sociais tão necessárias de cada tempo.

Por isso ao invés de formulares uma teoria sobre o sofrimento, assumiste o mesmo como “condição humana” e como ocasião de solidariedade e redenção! Em Jó, Deus olhou par o sofrimento humano; em ti Ele se aproximou, tocou e curou, fazendo-se um com os demais! Ao invés de assumires a “teologia da retribuição”, enveredaste pela “teologia da cruz”, tornando-te um com os sofredores deste mundo. Paulo aprendeu direitinho a lição fazendo-se escravo e fraco para ganhar a todos para ti (1 Cor 9,22). Além do mais, o anúncio do evangelho para ele era algo gratuito, fruto de uma convicção, era “uma necessidade” (1 Cor 9,17-18). Eis porque a Igreja Católica lança esse mês, na abertura da quaresma, mais uma Campanha da Fraternidade e desta vez sobre a Saúde que se encontra tão carente em nosso país.

Pe. Limacedo Antonio

Pároco de Paudalho-PE

Via sacra: origem e significado

Em síntese: O exercício espiritual da Via Sacra consiste em que os fiéis percorram mentalmente a caminhada de Jesus a carregar a Cruz desde o pretório de Pilatos até o monte Calvário, meditando simultaneamente a Paixão do Senhor. Tal exercício, muito usual no tempo da Quaresma, teve origem na época das Cruzadas (séculos XI/XIII): os fiéis que então percorriam na Terra Santa os lugares sagrados da Paixão de Cristo quiseram reproduzir no Ocidente a peregrinação feita ao longo da Via Dolorosa em Jerusalém. O número de estações ou etapas dessa caminhada foi sendo definido paulatinamente, chegando à forma atual, de quinze estações, no século XVI.

O Papa João Paulo II introduziu, em Roma, a mudança de certas cenas desse percurso não relatadas nos Evangelhos por outros quadros narrados pelos Evangelistas. A nova configuração ainda não se tornou geral. O exercício da Via Sacra tem sido muito recomendado pelos Sumos Pontífices, pois ocasiona frutuosa meditação da Paixão do Senhor Jesus.

Compreende quinze estações ou etapas, cada uma das quais apresenta uma cena da Paixão a ser meditada pelo discípulo de Cristo. A Via Sacra é um exercício espiritual onde quem reza faz uma mini-peregrinação na Vida de Jesus Cristo contemplando os Mistérios de nossa Salvação, exercício este muito proveitoso para alma, costuma-se rezar nas sextas-feiras durante a quaresma.

Padre Luizinho,
Com. Canção Nova.

Coordenador nomeia cargos para o grupo de Acólitos

Coordenador e vice-coordenador nomeia seguintes cargo para o grupo de acólitos de Ferreiros-PE
Secretário: Ryan Matheus
Tesoureiro: Ronaldo Felismero
Promotor de eventos: Allyson José




José Ronaldo Dias de Souza
Coordenador


Ronaldo Felismero Ferreira
Vice- coordenador

Campanha da Fraternidade 2012

cflogoEstá chegando a Quaresma, tempo em que a liturgia da Igreja convida os fiéis a se prepararem para a Páscoa, mediante a conversão, com práticas de oração, jejum e esmola. E é justamente na Quarta-Feira de Cinzas, que acontece um dos principais eventos da Igreja Católica no Brasil, o lançamento da Campanha da Fraternidade. A CF, como é conhecida, está na sua 49ª edição, é realizada todos os anos e seu principal objetivo é despertar a solidariedade das pessoas em relação a um problema concreto que envolve a sociedade brasileira, buscando caminhos e apontando soluções. Neste ano de 2012 a Campanha da Fraternidade destaca a saúde pública e suas variantes. Com o tema “Fraternidade e Saúde Pública”, e o lema “Que a saúde se difunda sobre a terra” (cf. Eclo 38,8); a CF de 2012 tentará refletir o cenário da saúde no Brasil, conscientizando o Governo da precarização de condições dos hospitais e mobilizando a sociedade civil para reivindicar melhorias.

Papa nomeia bispo para Pesqueira

O papa Bento XVI nomeou na manhã de hoje, 15, para a diocese vacante de Pesqueira (PE), o bispo auxiliar de Fortaleza (CE), dom José Luiz Ferreira Salles.

Dom José Luiz Ferreira Salles nasceu em janeiro de 1957, em Itirapina (SP). Sua ordenação presbiteral foi em sua terra natal, em 1985, e a ordenação episcopal foi em 2006, na capital cearense.
Fez Filosofia na Pontifícia Universidade Católica de Campinas (SP) e Teologia no Instituto Teológico São Paulo (SP).
Dom José Luiz já trabalhou nas Missões Populares, foi coordenador da equipe missionária em Garanhuns (PE), administrador paroquial na par[oquia de São Pedro, em Caraúbas, da diocese de Campina Grande (PB) e foi nomeado reitor da Casa de Teologia Inter-Provincial dos Missionários Redentoristas em Fortaleza (2005-2006).
Seu lema episcopal é “Deus é Amor”.

Sua posse será realizada no dia 14 de abril, às 17h, na Catedral de Pesqueira.
CNBB