Bom Pastor



            “Eu sou o bom pastor conheço as minhas ovelhas
E as minha ovelhas conhecem a mim,
como meu Pai me conhece e eu conheço o Pai. Dou a minha vida pela as minha ovelhas.
Tenho ainda outras ovelhas que não são deste aprisco.
Preciso conduzi-las também, e ouvirão a minha
voz e haverá um só rebanho e um só pastor”
 (Jo 10, 11-16)
 
 
O BLOG SACRÁRIO DE AMOR, neste domingo do bom pastor parabeniza todos os SACERDOTES, pastores do povo de Deus.

Santa missa: a maior prova de amor


A santa missa é a celebração do sacrifício pascal de nosso Senhor Jesus Cristo, ou seja sua PAIXÃO, morte e ressurreição; ela tem valor infinito, pois é o oferecimento total e perfeito do próprio filho de Deus na Cruz por cada um de nós. A Santa Missa é a fonte de toda vida cristã em união com Deus.
            “MISSA” significa envio para missão. A Missa instituída por Jesus na quinta feira Santa nos foi transmitida fielmente pelos Apóstolos, Pedro foi o primeiro PAPA escolhido por Jesus como chefe como dos Apóstolos, depois de sua morte foi eleito outro numa corrente ininterrupta de 265 PAPAS até o papa atual Bênto XVI. A Missa permaneceu a mesma, igual em todas as partes do mundo . Por isso, a Missa é o sinal característico de unidade e identidade da verdadeira e única Igreja criada por Jesus.
            A Missa torna presente ao mesmo tempo a ÚTIMA CEIA, O SACRIFICIO DA CRUZ E A RESSURRIÇÃO, em todas as partes da terra e em todos os momentos da história. Em Deus não existe tempo e espaço, tudo é eterno presente, portanto quem participa da Missa participa  VERDADEIRAMENTE DA ULTIMA CEIA.
            Através da Missa, Jesus quis presentear espiritualmente, com A MESMA GRAÇA DOS APOSTOLOS que foram chamados a acompanhá-lo durante toda sua missão.
CELEBRAR A MISSA, O padre, por uma graça especial do sacramento da ordem dada pelo próprio Jesus, é interiormente transformado e capacitado com uma especialíssima semelhança a ELE, o Bom Pastor, na pessoa de Jesus pode consagrar o corpo e sangue e perdoar os pecados.

AS PARTES DA SANTA MISSA
           
            A Missa se divide em duas grandes partes LITURGIA DA PALAVRA, LITURGIA EUCARISTICA.
NA LITURGIA DA PALAVRA com a proclamação de Deus e a homilia do sacerdote, o Senhor nos anima nos corrige, nos ilumina, estimula a nossa fé, faz brotar em nos a oração e, nesta dinâmica, nos abre cada vez mais ao seu amor.
NA LITURGIA EUCARISTICA é composta da consagração e da comunhão. Na consagração acontece, pela AÇÂO do espírito Santo, a transubstanciação, ou seja, a transformação do corpo e sangue de Cristo, mediante a Oração Eucarística. Na comunhão se realiza  a união intima e pessoal de Jesus com todos e cada um, e de todos entre si.

Dom José Luiz Ferreira Salles toma posse em Pesqueira

Um dia inesquecível! Assim poderia ser definida tarde do dia 14 de abril, 2º Domingo da Páscoa, quando em Pesqueira foi empossado o 8º Bispo da Diocese, numa cerimônia marcada pela simplicidade e beleza. Vários Arcebispos e Bispos do Regional Nordeste 2 e demais dioceses se fizeram presentes. Uma grande participação das paróquias também se pode perceber. Também a presença dos Padres da Congregação do Santíssimo Redentor das mais diversas casas de formação, com destaque para a Comunidade do Santuário Nacional de Aparecida-SP. Presente ainda à cerimônia o Exmº Dr. Eduardo Henrique Accioly Campos, Governador do Estado de Pernambuco, além de uma significativa delegação de leigos e do Clero de Fortaleza, onde Dom José Luiz atuou com Bispo Auxiliar junto a Dom Antonio Aparecido Tosi Marques, Arcebispo Metropolitano, também presente à celebração. Registro especial foi feito pela Diocese de Pesqueira para a presença de familiares de Dom José Luiz, com destaque para a sua genitora, Sra. Abigail Salles.

Dom José Luiz chegou a Pesqueira às 16 horas em carro aberto, acompanhado de Dom Antonio Aparecido Tosi e de Dom Fernando Saburido, Metropolita de Olinda e Recife que presidiu o início da celebração até o momento da posse. A cerimônia de posse se deu de modo simples e breve, tendo Dom José Luiz recebido o báculo das mãos de Dom Fernando Saburido.

Ao final, Dom José Luiz ouviu palavras de boas vindas e apreço de Dom Francisco Biasin, seu antecessor, do Sr. Governador do Estado, da Prefeita de Pesqueira, Cleide Oliveira, do até então Administrador Diocesano, Pe. Adilson Simões, do representante do Clero, Pe. Marconni Barbosa, em nome do Presbitério Diocesano, da Irmã Lindalva do Nascimento, em nome dos membros da CRB, e da Profª Macirajara Freitas, representante dos leigos e leigas da Diocese. Ao final da missa, Dom José Luiz passou pelo meio do povo na praça para abraçar e abençoar o seu novo rebanho.

Dom José Luiz, ao término da cerimônia e despedida de todos os seus convidados, viajou para Aparecida, onde participa nestes dias da Assembléia Geral da CNBB, retornando à Diocese no final do mês.



Fonte: Pascom da Diocese de Pesqueira-PE

Bento XVI completa 85 anos de vida e 7 de pontificado



A Igreja no mundo inteiro tem três intenções de oração especiais nos próximos dias. Nesta segunda-feira, 16/04, Bento XVI celebra 85 anos de vida. No dia 19/04, quinta-feira, é o sétimo aniversário de sua eleição para sucessor do Apóstolo Pedro, e o início do pontificado em 24/04, terça-feira.

Em seu editorial semanal, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, da Rádio Vaticano e do Centro Televisivo Vaticano, Padre Federico Lombardi, recordou a expectativa que existia na Igreja há sete anos, quando o cardeal Ratzinger foi eleito papa: “um teólogo que por tanto tempo dirigiu um dicastério tão doutrinal saberia assumir uma tarefa tão diferente: o governo pastoral da Igreja universal”.

“Nestes sete anos, vimos 23 viagens internacionais a 23 países, e 26 viagens na Itália; assistimos 4 Sínodos dos Bispos e 3 Jornadas Mundiais da Juventude; lemos três Encíclicas, inúmeros discursos e atos magisteriais; participamos de um Ano Paulino e de um Ano Sacerdotal. Por fim, vimos o Papa enfrentar com coragem, humildade e determinação – ou seja, com límpido espírito evangélico – situações difíceis como a crise consequente aos abusos sexuais”, avalia Lombardi.

Ele recorda também a produção intelectual do cardeal Ratzinger, com as obras “Jesus de Nazaré” e o livro-entrevista “Luz do mundo”. “Da coerência e da constância de seus ensinamentos, aprendemos sobretudo que a prioridade de seu serviço à Igreja e à humanidade é orientar nossas vidas a Deus”, afirma padre Lombardi, que recorda os próximos eventos importantes da agenda do papa: o Encontro Mundial das Famílias, a visita ao Oriente Médio, o próximo Sínodo da Nova Evangelização e o Ano da Fé.

O porta-voz da Santa Sé também destacou o tom do discurso do papa em seu pontificado, contrário ao relativismo e à indiferença religiosa. “A fé e a razão se ajudam mutuamente na busca da verdade e respondem às expectativas e dúvidas de cada um de nós e de toda a humanidade; que a indiferença a Deus e o relativismo são riscos gravíssimos de nossos tempos. Somos imensamente gratos por tudo isso”.

Na oração do Regina Caeli deste Segundo Domingo da Páscoa, Bento XVI pediu aos fiéis que rezem por ele, para que o Senhor lhe dê as forças necessárias para cumprir a missão. O irmão do papa, Monsenhor George Ratzinger, que vive na Alemanha, está no Vaticano para acompanhar as celebrações destes dias.

Fonte: CNBB

TÊRMO DE ABERTURA DA CAMPANHA PARA O PISO DA IGREJA MATRIZ DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO – FERREIROS-PE DIOCESE DE NAZARÉ

O Padre Francisco Valdemar Coelho Domingos, Pároco desta aludida Paróquia convoca todo o Povo de Deus e pessoas de boa vontade para nos unirmos nesta Campanha que se faz necessária para colocarmos o piso da Igreja Matriz de Ferreiros, uma vez que o mesmo está bastante comprometido e envelhecido pelo tempo. Parte do mesmo está afundando causando risco para os fieis. Assim sendo, é mister que com uma certa urgência coloquemos um outro piso dando mais beleza e decoro ao Templo de Deus que edifica nosso povo e tem como referencial um dos mais belos monumentos religiosos que enaltece nossa gente e nos fortifica na fé.
Dada e passada em nossa Paróquia de Ferreiros, sob o selo e sinal de nossas armas, aos 26 de abril do Ano de Nosso Senhor Jesus Cristo 2012.




Pe. Francisco Valdemar Coelho Domingos
Pároco

A Igreja é sua mãe

Não sei se você sabe a importância fundamental da Igreja que Jesus instituiu. Ela é a união de todos os cristãos com Cristo pelo Batismo; é a "família de Deus", o povo de Deus, a Noiva de Cristo.

É através da Igreja que a humanidade vai voltar para Deus. Ela é o Corpo místico de Cristo.

É dever de todo católico amar a Igreja profundamente.

Ela é o meio que Deus Pai escolheu para salvar-nos, depois que o pecado entrou em nossa História.

O Concílio Vaticano II nos ensina que:

"Ela é o instrumento da Redenção de todos os homens" (LG,9), "sacramento universal da salvação" (LG, 48), pelo qual Cristo "manifesta e atualiza o amor de Deus pelos homens" (LG,45).

"Ela é o projeto visível do amor de Deus pela humanidade", disse o Papa Paulo VI.

"Pela Igreja, ensina o Catecismo, Deus quer transformar o gênero humano no único povo de Deus, consagrado no único templo do Espírito Santo" (CIC N° 776).

Para mostrar-nos toda a sua importância, o Catecismo da Igreja diz que ela é: "a reação de Deus ao caos provocado pelo pecado"(CIC,761).

Coloco aqui todas essas passagens para que você, jovem, entenda que a Igreja é essencial na sua vida religiosa e fundamental para a sua salvação.

Igreja é a nossa Mãe; é através dela que re-nascemos para Deus, através do Batismo; por isso, deve ser conhecida, amada, respeitada, obedecida e defendida.

Ela é o prolongamento de Cristo em nossa história. Jesus continua a nos tocar pela Igreja, através dos Sacramentos.

Sem os Sacramentos não podemos nos salvar, e sem a Igreja não há Sacramentos.

É através dela que Cristo perdoa os seus pecados. É ela, e, somente ela, que nos dá o Corpo e o Sangue do Senhor na Sagrada Eucaristia, para remédio e sustento de nossas forças.

É ela que nos dá o Espírito Santo pela Crisma.

É ela que transforma em sacramento e benção a nossa união conjugal.

É ela, e somente ela, que nos dá os sacerdotes; é ela que, enfim, nos unge no leito da dor e da morte. É ela que nos levará ao céu; e é por ela que viveremos a eternidade em Deus.

Quem a rejeita, conscientemente, rejeita a própria salvação e o próprio Deus que a instituiu, diz o Catecismo:

"Apoiado na Sagrada Escritura e na Tradição, [o Concílio] ensina que esta Igreja peregrina é necessária para a salvação.

O único mediador e caminho da salvação é Cristo, que se nos torna presente no seu Corpo, que é a Igreja. Ele, porém, ...confirmou a necessidade da Igreja, na qual os homens entram pelo batismo, como que por uma porta.

Por isso não podem salvar-se aqueles que, sabendo que a Igreja católica foi fundada por Deus através de Jesus Cristo como instituição necessária, apesar disso não quiserem entrar nela, ou então perseverar ( LG 14)", (CIC n.846).

São João Roberts, uma das vítimas de Henrique VIII, após este se tornar o "Chefe" da Igreja na Inglaterra, antes de morrer na forca, pôde gritar para todos ouvirem, aquela frase que os Santos Padres repetiam nos primeiros séculos:

"Fora da Igreja não há salvação" (Um Santo Para Cada Dia, Ed. Paulinas, SP, 1983, pag 396).

Cristo e a Igreja são uma só realidade. São Paulo diz:

"Cristo é a Cabeça do Corpo que é a Igreja" (Cl 1,18).

"Vós sois o Corpo de Cristo e cada um, de sua parte é um dos seus membros" (1Cor 12,27).

Santo Agostinho a chamava de "Cristo total" ("Christus totus"). E dizia:

"Alegremo-nos, portanto, e demos graças por nos termos tornado não somente cristãos, mas o próprio Cristo... Admirai e rejubilai, nós nos tornamos Cristo"(CIC, n° 795).

Por isso tudo, declarou certa vez o Papa Paulo VI:

"Quem não ama a Igreja, não ama Jesus Cristo".

E amá-la implica em conhecê-la, respeitá-la, obedecê-la, serví-la, e dar a vida por ela.

São Bernardo mostra todo o seu amor à Igreja nessas palavras memoráveis:

"Permaneceremos na fé e combateremos até à morte, se for necessário, pela Igreja, nossa Mãe, com as armas que nos são permitidas: não com escudos e espadas, mas com as orações e as lágrimas a Deus" (Epist. 221, 3; Migne, P.L.; CLXXXII, 36,387).

Todos os santos e santas amaram a Igreja com um amor imenso, dedicando a ela toda a sua vida. Santa Tereza de Ávila, no seu Caminho de Perfeição, diz:

"Procurai a limpeza de consciência e humildade, desprezo de todas as coisas do mundo e fé inabalável no que ensina a santa Madre Igreja" ( Ed. Paulinas, 2. ed., pag 129,1979, SP ).

Ela é a nossa garantia de paz, verdade e salvação.

Infelizmente essa boa Mãe é tantas vezes mau amada por muitos dos seus filhos. Muitos não a conhecem, e por isso não a amam. A desprezam, a criticam, a ofendem, sem perceber que estão ofendendo e magoando "o próprio Jesus".

A Igreja é divina e humana, por isso é santa, embora formada por pecadores; mas invencível e infalível quando ensina a fé e a moral, pois tem a assistência do próprio Senhor que nela vive continuamente.

"Eis que estarei convosco todos os dias..." (Mt 28,20)

Desde Pedro a Igreja já teve 265 Papas, enfrentou até aqui 2000 anos de perseguições, heresias e outros tantos perigos que somente uma instituição divina poderia resistir.

Esta é a maior prova de a Igreja é divina. Se nem os pecados dos seus filhos: leigos, padres, bispos e papas, a destruiram, é porque, de fato, ela é divina.

Monsenhor Ignatius Ong Pin-Mei, Bispo de Shangai, na China comunista, no dia seguinte de sua libertação, depois de passar trinta longos anos nos cárceres, por amor a Cristo e à Igreja Católica, disse:

"Eu fiquei fiel à Igreja Católica Romana. Trinta anos de prisão não me mudaram. Eu guardei a fé. Eu estou pronto amanhã a voltar novamente à prisão para defender minha fé"(PR).

Que estas palavras sirvam de estímulo para você jovem católico, amar a sua Mãe Igreja com toda convicção.

Do livro: Jovem, levanta-te - Prof. Felipe Aquino


CNBB lamenta decisão do STF

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), logo após a conclusão do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira, 12, sobre a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 54, que descriminaliza o aborto de bebês anencéfalos, emitiu nota oficial lamentando a decisão.

No texto, os bispos afirmam que "Legalizar o aborto de fetos com anencefalia, erroneamente diagnosticados como mortos cerebrais, é descartar um ser humano frágil e indefeso".

Leia a íntegra da nota:

Nota da CNBB sobre o aborto de Feto “Anencefálico” - Referente ao julgamento do Supremo Tribunal Federal sobre a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 54

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB - lamenta profundamente a decisão do Supremo Tribunal Federal que descriminalizou o aborto de feto com anencefalia ao julgar favorável a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental n. 54. Com esta decisão, a Suprema Corte parece não ter levado em conta a prerrogativa do Congresso Nacional cuja responsabilidade última é legislar.

Os princípios da “inviolabilidade do direito à vida”, da “dignidade da pessoa humana” e da promoção do bem de todos, sem qualquer forma de discriminação (cf. art. 5°, caput; 1°, III e 3°, IV, Constituição Federal), referem-se tanto à mulher quanto aos fetos anencefálicos. Quando a vida não é respeitada, todos os outros direitos são menosprezados, e rompem-se as relações mais profundas.

Legalizar o aborto de fetos com anencefalia, erroneamente diagnosticados como mortos cerebrais, é descartar um ser humano frágil e indefeso. A ética que proíbe a eliminação de um ser humano inocente, não aceita exceções. Os fetos anencefálicos, como todos os seres inocentes e frágeis, não podem ser descartados e nem ter seus direitos fundamentais vilipendiados!

A gestação de uma criança com anencefalia é um drama para a família, especialmente para a mãe. Considerar que o aborto é a melhor opção para a mulher, além de negar o direito inviolável do nascituro, ignora as consequências psicológicas negativas para a mãe. Estado e a sociedade devem oferecer à gestante amparo e proteção.

Ao defender o direito à vida dos anencefálicos, a Igreja se fundamenta numa visão antropológica do ser humano, baseando-se em argumentos teológicos éticos, científicos e jurídicos. Exclui-se, portanto, qualquer argumentação que afirme tratar-se de ingerência da religião no Estado laico. A participação efetiva na defesa e na promoção da dignidade e liberdade humanas deve ser legitimamente assegurada também à Igreja.

A Páscoa de Jesus que comemora a vitória da vida sobre a morte, nos inspira a reafirmar com convicção que a vida humana é sagrada e sua dignidade inviolável.

Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, nos ajude em nossa missão de fazer ecoar a Palavra de Deus: “Escolhe, pois, a vida” (Dt 30,19).

Cardeal Raymundo Damasceno Assis - Arcebispo de Aparecida Presidente da CNBB / Dom Leonardo Ulrich Steiner - Bispo Auxiliar de Brasília Secretário Geral da CNBB

A VIGÍLIA PASCAL

Queridos irmãos e irmãs, iniciamos o tríduo Pascal na quinta-feira Santa, onde celebramos a instituição da Santa Eucaristia, passamos pela dor e agonia de Cristo que morreu na Cruz, e hoje então, celebraremos o mistério de nossa fé: a Vigília Pascal. Santo Agostinho em seus escritos, chama esta noite de " A Mãe de Todas as Vigílias". Nesta noite Santa, recordamos e atualizamos a espera pela Ressurreição do Senhor, encerrando assim, o Tríduo Pascal.
Esta celebração é composta por quatro grandes partes:
1ª. A Celebração da Luz - nesta parte, as luzes da Igreja ficam apagadas, simbolizando as trevas do pecado que pairavam sobre o povo. Depois da acolhida do sacerdote, a fogueira é abençoada; com este fogo é aceso o Círio Pascal, que significa Cristo Ressuscitado, e nos remete ao Êxodo do Antigo Testamento, onde uma coluna de fogo os guiava (Ex 13, 21). Visando a dignidade de Cristo, o sacerdote marca o Círio em alguns pontos, em forma de Cruz, para dizer que Ele é o Alfa e o Ômega, princípio e fim; marca também os números que mostram o ano vigente, dizendo que o tempo Lhe pertence e o louvor e glória do Seu nome irão perdurar pra sempre; logo em seguida, coloca cinco grãos de incenso,simboizando as chagas do Redentor, neste momento o sacerdote pede que pelas chagas de Jesus nós sejamos protegidos. E ao acender o Círio, o padre diz: "A luz do Cristo que ressuscitou resplandecente dissipe as trevas de nosso coração e nossa mente (Missal Romano, p. 272)". Em seguida, o sacerdote ou diácono, entra na Igreja cantando: "Eis a luz de Cristo!" , a assembléia responde: "Demos graças a Deus!" Isto se repete por três vezes, lembrando a Santíssima Trindade. Logo em seguida, é proclamada solenimente a Páscoa. O Círio representa ainda, a ligação entre o céu e a terra, entre o Divino e o humano, pois pelo mistério da Morte e Ressurreição de Jesus nós podemos ir ao encontro do Criador em sua Santa habitação. Vale salientar ainda, que se retira o fogo da pedra, do chão, lembrando a pedra angular, que é o próprio Cristo. Ele saiu do sepulcro, da pedra, assim nós também tiramos o fogo novo da pedra.
2ª. A Liturgia da Palavra - este momento faz referência a toda história do Povo de Deus, que foi criado, viu o sacrifício de Abraão que ofereceu seu filho único à Deus. Lembra da escravidão do Egito e sua libertação, depois fala da nova Jerusalém e da salvação oferecida à todos no profeta Isáias. Fala ainda, da fonte da Sabedoria com o profeta Baruc e do novo coração e do novo espírito em Ezequiel. Após as leituras do Antigo Testamento e os salmos, intercalados com as orações, o sacerdote entoa o hino do Glória (neste momento as luzes da igreja são acesas, a luz venceu as trevas). Ao encerrar-se o hino, lê-se a leiutura da Carta de São Paulo, em seguida todos de pé, repondem ao Salmo de Aleluia. O Aleluia que ficou preso em nossas gargantas desde a quarta-feira de Cinzas. Santo Agostinho, bispo de doutor da Igreja, ao falar desta parte da liturgia diz: "Com o canto do Aleluia nós expressamos a época de alegria, de repouso e triunfo representada aqui embaixo pelos dias do tempo pascal!" Esta parte, é encerrada pela Proclamação do Evangelho e a homilia.
3ª. A Liturgia Bastimal - aqui o sacerdote abençoa a água que será usada no Batismo dos catecúmenos e na aspersão da renovação das promessas bastismais dos outros fiéis. Para isso, o sacerdote usa orações e mergulha o Círio pascal no reservatório, enquanto faz isso pede que o Espírito Santo venha sobre a água e lhe dê a sua força, para que cada batizado possa ser fortalecido na fé, e os que forem aspergidos lembrem-se que o Batismo é um compromisso que deve ser renovado a cada dia.
4ª. A Liturgia Eucaristica - este momento é seguido como de costume. O prefácio lembra que Cristo é o verdadeiro Cordeiro que foi imolado por nossos pecados, mas por sua ressurreição, nós estamos alegres e transbordando de tanta felicidade.

Sem. Romário (1º ano de Filosofia)