A VIGÍLIA PASCAL

Queridos irmãos e irmãs, iniciamos o tríduo Pascal na quinta-feira Santa, onde celebramos a instituição da Santa Eucaristia, passamos pela dor e agonia de Cristo que morreu na Cruz, e hoje então, celebraremos o mistério de nossa fé: a Vigília Pascal. Santo Agostinho em seus escritos, chama esta noite de " A Mãe de Todas as Vigílias". Nesta noite Santa, recordamos e atualizamos a espera pela Ressurreição do Senhor, encerrando assim, o Tríduo Pascal.
Esta celebração é composta por quatro grandes partes:
1ª. A Celebração da Luz - nesta parte, as luzes da Igreja ficam apagadas, simbolizando as trevas do pecado que pairavam sobre o povo. Depois da acolhida do sacerdote, a fogueira é abençoada; com este fogo é aceso o Círio Pascal, que significa Cristo Ressuscitado, e nos remete ao Êxodo do Antigo Testamento, onde uma coluna de fogo os guiava (Ex 13, 21). Visando a dignidade de Cristo, o sacerdote marca o Círio em alguns pontos, em forma de Cruz, para dizer que Ele é o Alfa e o Ômega, princípio e fim; marca também os números que mostram o ano vigente, dizendo que o tempo Lhe pertence e o louvor e glória do Seu nome irão perdurar pra sempre; logo em seguida, coloca cinco grãos de incenso,simboizando as chagas do Redentor, neste momento o sacerdote pede que pelas chagas de Jesus nós sejamos protegidos. E ao acender o Círio, o padre diz: "A luz do Cristo que ressuscitou resplandecente dissipe as trevas de nosso coração e nossa mente (Missal Romano, p. 272)". Em seguida, o sacerdote ou diácono, entra na Igreja cantando: "Eis a luz de Cristo!" , a assembléia responde: "Demos graças a Deus!" Isto se repete por três vezes, lembrando a Santíssima Trindade. Logo em seguida, é proclamada solenimente a Páscoa. O Círio representa ainda, a ligação entre o céu e a terra, entre o Divino e o humano, pois pelo mistério da Morte e Ressurreição de Jesus nós podemos ir ao encontro do Criador em sua Santa habitação. Vale salientar ainda, que se retira o fogo da pedra, do chão, lembrando a pedra angular, que é o próprio Cristo. Ele saiu do sepulcro, da pedra, assim nós também tiramos o fogo novo da pedra.
2ª. A Liturgia da Palavra - este momento faz referência a toda história do Povo de Deus, que foi criado, viu o sacrifício de Abraão que ofereceu seu filho único à Deus. Lembra da escravidão do Egito e sua libertação, depois fala da nova Jerusalém e da salvação oferecida à todos no profeta Isáias. Fala ainda, da fonte da Sabedoria com o profeta Baruc e do novo coração e do novo espírito em Ezequiel. Após as leituras do Antigo Testamento e os salmos, intercalados com as orações, o sacerdote entoa o hino do Glória (neste momento as luzes da igreja são acesas, a luz venceu as trevas). Ao encerrar-se o hino, lê-se a leiutura da Carta de São Paulo, em seguida todos de pé, repondem ao Salmo de Aleluia. O Aleluia que ficou preso em nossas gargantas desde a quarta-feira de Cinzas. Santo Agostinho, bispo de doutor da Igreja, ao falar desta parte da liturgia diz: "Com o canto do Aleluia nós expressamos a época de alegria, de repouso e triunfo representada aqui embaixo pelos dias do tempo pascal!" Esta parte, é encerrada pela Proclamação do Evangelho e a homilia.
3ª. A Liturgia Bastimal - aqui o sacerdote abençoa a água que será usada no Batismo dos catecúmenos e na aspersão da renovação das promessas bastismais dos outros fiéis. Para isso, o sacerdote usa orações e mergulha o Círio pascal no reservatório, enquanto faz isso pede que o Espírito Santo venha sobre a água e lhe dê a sua força, para que cada batizado possa ser fortalecido na fé, e os que forem aspergidos lembrem-se que o Batismo é um compromisso que deve ser renovado a cada dia.
4ª. A Liturgia Eucaristica - este momento é seguido como de costume. O prefácio lembra que Cristo é o verdadeiro Cordeiro que foi imolado por nossos pecados, mas por sua ressurreição, nós estamos alegres e transbordando de tanta felicidade.

Sem. Romário (1º ano de Filosofia)






















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