Maio - Mês de Maria Santíssima

  Esta devoção consiste em fazer do Mês de maio, o mais gracioso do ano, uma festa de trinta e um dias em louvor da Rainha do Céu.

Começou na Itália, e presentemente acha-se espalhada pelo mundo inteiro, acompanhada de abundantes bênçãos.

Os elementos desta festa, diz o Pe. Maurel, são: ornar ricamente as Igrejas, altares, imagens de Maria; a iluminação que vai crescendo de dia em dia desde o primeiro de maio até o fim do mês; os melodiosos e pios cânticos entoados ou ao menos rezados por todo o povo; breve pratica, ou leitura entrelaçada de fatos históricos, cujo intento principal é fazer conhecer, amar, servir, invocar a S.Virgem; orações em que recomendam as necessidades espirituais e temporais dos fieis; enfim a benção do S.Sacramento, quando esta devoção se faz nas Igrejas, com o hino da partida sempre para louvar a augusta Virgem que deve ser festejada com ardor e entusiasmo. Esta prática de devoção sempre foi motivo pra muita gente se aproximar de Deus. Este mês deve nos levar a conhecer melhor a pessoa de Maria e por isso recomendo a leitura e comentário do capítulo VII da “Lumen Gentium”, que é certamente um capítulo riquíssimo e o ponto alto do Concílio Vaticano II sobre a Mãe de Cristo e da Igreja.



Maria é coroada no Céu pelos Anjos e Arcanjos para significar de modo pleno que ele é Rainha por ser Mãe do Rei Jesus.

Rainha dos anjos,

Rainha dos patriarcas,

Rainha dos profetas,

Rainha dos apóstolos,

Rainha dos mártires,

Rainha dos confessores,

Rainha das virgens,

Rainha de todos os santos,

Rainha concebida sem pecado original,

Rainha assunta ao céu,

Rainha do santo Rosário,

Rainha da Paz. Rogai por nós!













Imagem: Henrique




Tarde de Pentecostes






Renovados pelo espirito de Pentecostes, nossa paróquia reviveu uma tarde de espiritualidade, levando aos fieis uma verdadeira renovação espiritual para celebrar em suas vidas um novo Pentecostes. Esta tarde foi marcada por pregações, louvor e adoração. Contamos também com a presença do nosso Pároco, 
Pe. Valdemar, que na ocasião exortou a todos para que leveis a todas as gentes o sopro do Espirito Santo, com renovado ardor missionário.











Fotos: José Ronaldo


PENTECOSTES

Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vosso fiéis
E acendei neles o fogo do Vosso amor.
Enviai o Vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra.
OREMOS: 
Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a Luz do Espírito Santo,
Fazei que apreciemos retamente todas as coisa, segundo o mesmo Espírito,
E gozemos sempre da Sua consolação, por Cristo Senhor Nosso. Amém!

SIGNIFICADO PENTECOSTES

PENTECOSTES


O que significa Pentecostes?

É uma palavra que vem do grego e significa "qüinquagésimo". É o 50° dia depois da Páscoa. É a solenidade da vinda do Espírito Santo. Junto com Natal e Páscoa, forma o tripé mais importante do Ano Litúrgico. Esse detalhe ajuda a compreender por que Pentecostes pertence ao Ciclo da Páscoa.


Qual é a cor litúrgica de Pentecostes e seu significado?

O vermelho domina essa solenidade, associado ao fogo, símbolo do amor. 0 Espírito Santo é chamado de  "Espírito do amor".

Como surgiu a festa de Pentecostes?

Antes de ser uma festa dos cristãos, Pentecostes foi festa dos judeus, e sua origem se perde nas sombras do passado. Antes de se chamar assim, tinha outros nomes, e era uma festa agrícola. Em Êxodo 23,14-17 é chamada de festa da Colheita, a festa dos primeiros feixes de trigo colhidos. Em Êxodo 34,22 é chamada de festa das Semanas. Por que "festa das semanas"? A explicação é dada pelo Levítico (23,15-21): calculavam-se 7 semanas a partir do inicio da colheita do trigo. 7 semanas = 49 dias.

Com o tempo, ela perdeu sua ligação com a vida dos agricultores, recebeu o nome grego de Pentecostes e se tomou festa cívico-religiosa. No tempo de Jesus, celebrada 50 dias apos a Páscoa, ela recordava a dia em que no Monte Sinai, Deus entregou as tábuas da Lei a Moises. Os Atos dos Apóstolos fazem coincidir a vinda do Espírito Santo com a festa judaica de Pentecostes.


Quem recebeu o Espírito Santo no dia de Pentecostes?

O episodio de Pentecostes é narrado por Lucas em Atos 2,1-11. Sem muita reflexão, seriamos tentados a responder que apenas os Doze apóstolos é que receberam o Espírito Santo. Mas lendo com atenção o contexto desse acontecimento poderemos ter surpresas.
De fato, Lucas disse, antes que viesse o Espírito: "Os apóstolos voltaram para Jerusalém, pois se encontravam no chamado monte das Oliveiras, não muito longe de Jerusalém: uma caminhada de sábado. Entraram na cidade e subiram para a sala de cima, onde costumavam hospedar-se. Ai estavam Pedro e João, Tiago e Andre, Filipe e Tome, Bartolomeu e Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão Zelote e Judas, filho de Tiago. Todos eles tinham os mesmos sentimentos e eram assíduos na oração, junto com algumas mulheres, entre as quais Maria, mãe  de Jesus, e com as irmãos de Jesus. Nesses dias, ai estava reunido um grupo de mais ou menos cento e vinte pessoas" (Atos 1,12-15a). No dia de Pentecostes, já com Matias substituindo o traidor Judas, Lucas afirma que "todos eles estavam reunidos no mesmo lugar" (2,1). Na fala depois de terem recebido o Espírito Santo, Pedro cita a profeta Joel, que previa a efusão do Espírito sobre todas as pessoas: "Nos últimos dias, diz o Senhor, eu derramarei o meu Espírito sobre todas as pessoas. Os filhos e filhas de vocês vão profetizar, os jovens terão visões e os anciãos terão sonhos. E, naqueles dias, derramarei o meu Espírito também sobre meus servos e servas, e eles profetizarão" (2,17-18; veja Joel 3,1-5). Não se pode, portanto, afirmar que somente os Doze ap6stolos e que receberam o Espírito.

0 fenômeno de falar em línguas surgiu em Pentecostes?

O dom de falar línguas estranhas era um fenômeno restrito praticamente às comunidades cristãs de Corinto. Esse dom tem pouco a ver com a Pentecostes de Atos 2,1-11. Lá em Corinto, as pessoas rezavam a Deus em línguas estranhas,
todas juntas, sem que alguém compreendesse coisa alguma. Paulo põe ordem nessa "babel", mandando que orem um por vez, com interprete (1 Coríntios 12-14).
 Em Atos as coisas são bem diferentes: "Todos ficaram repletos do Espírito Santo, e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que falassem. Acontece que em Jerusalém moravam judeus devotos de todas as nacões do mundo. Quando ouviram  barulho, todos se reuniram e ficaram confusos, pois cada um ouvia, na sua própria língua, os discípulos falarem. Espantados e surpresos, diziam: 'Esses homens que estão falando, não são todos galileus? Como é que cada um de nós os ouve em sua própria língua materna? ... E cada um de nós em sua própria língua os ouve anunciar as maravilhas de Deus!'" (2,4-8.11).

Lucas montou a cena de Pentecostes sobre o molde da entrega da Lei a Moises, ou seja, sobre o molde do Pentecostes judaico. Compare Atos 2,1-11 com Êxodo 19,1-20,21, e anote as coincidências. Em Êxodo, todo o povo reunido ao redor do monte; em Atos, o mundo inteiro reunido em Jerusalém. No Êxodo, relâmpagos, trovões, nuvem escura etc., símbolos de teofania (= manifestação de Deus); nos Atos, vento forte, línguas como de fogo, símbolos teofânicos (= manifestação do Espírito de Deus).


Qual a mensagem de Pentecostes?

A mensagem vem , sobretudo das leituras dessa solenidade, que são sempre as mesmas: Atos 2,1-11; 1 Coríntios 12,3b-7.12-13; João 20,19-23. Eis alguns temas que deveriam ser aprofundados. 1. O supremo dom do Pai e de Jesus a humanidade é o Espírito Santo. 2. Soprando sobre os discípulos, Jesus esta recriando a humanidade mediante o sopro do Espírito. 3. Recebendo o Espírito de Jesus, os cristãos recebem igualmente a mesma missão. 4. O Espírito é dado a todos. Ninguém fica sem ele, e ninguém o possui plenamente. 5. O Espírito leva a humanidade a formar uma só família, no amor, diferentemente de Babel-confusão, em que as pessoas não se entendem.

Paróquia prepara catequistas dentro do contexto do Concílio Vaticano II


A Catequese é um processo permanente

“ A Catequese deve levar a um processo de conversão e crescimento permanente e progressivo na fé.” (Puebla 998)
A Catequese não se restringe à preparação para a Primeira Eucaristia, nem tampouco a uma pregação que visa passar conhecimentos a respeito de Jesus e da doutrina da Igreja. A Catequese abrange, portanto a vida integral da pessoa humana, e deve ser realizada em um processo permanente, isto é, ela abrange a pessoa num todo.
A Catequese deve ter uma ligação íntima com a ação responsável da Igreja e dos cristãos do mundo.
Visando este acompanhamento da formação permanente é que a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição oferece aos seus Catequistas uma manhã de estudos sobre o Concílio Vaticano II que celebra os seus 50 anos de existência. O Concílio Ecumênico Vaticano II constitui verdadeira primavera para a Igreja. O Catequista deve está imbuído desta realidade e deste acontecimento que marca a história da Igreja e assim sendo ele é chamado a ser também uma Igreja viva em sua missão evangelizadora.








Fotos: José Ronaldo