Pedro e Paulo, Apóstolos


O dia 29 de junho é o dia da solenidade dos apóstolos São Pedro e São Paulo, colunas da Igreja, que no Brasil é transferida para o domingo seguinte, quando esse dia ocorrer durante a semana, para que todos possam participar da celebração eucarística. O domingo é “Dia do Senhor ressuscitado”, do qual os apóstolos foram testemunhas qualificadas da ressurreição de Jesus Cristo; domingo também é dia de ouvir a Palavra de Deus e de celebrar a Eucaristia, transmitidas a todos pelos apóstolos, e de professar a fé que nos reúne na mesma Igreja fundada sobre o testemunho apostólico. Nesta solenidade, somos convidados a louvar a Deus pela vida e a missão de São Pedro e São Paulo. Duas figuras tão diferentes, que, no entanto se uniram no testemunho de Cristo até a morte. Pedro, o homem volúvel e frágil, mas ao mesmo tempo decidido, recebe uma atenção especial de Cristo. Homem corajoso, que confessa sua fé em Cristo, disposto a acompanhá-lo em sua paixão, caminha sobre as águas, quer defender o seu Mestre, mas ao mesmo tempo tão frágil a ponto de trair o seu Mestre, negando conhecê-lo, por três vezes. Mas é sobre esta fragilidade fundamentada na fé que Cristo edifica sua Igreja. Paulo, homem zeloso, que passou de perseguidor da Igreja a apóstolo totalmente dedicado à pregação do Evangelho. Temperamento forte e difícil, mas cresce no amor de Cristo, a ponto de poder dizer: “Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim”. A Solenidade de Pedro e Paulo nos dá ocasião para aprofundar o nosso amor à Igreja e a nossa missão aos povos. Em ambos vemos a nossa missão de discípulos missionários. Eles se doam totalmente à causa da Igreja. A esta mesma vocação somos todos chamados. Importa confiar no Senhor, buscando n’Ele a sua força. Então ainda hoje Deus há de intervir e guiar a Igreja. A nossa fé em Jesus Cristo passa pelos Apóstolos, passa pela Igreja. Cremos numa Igreja una, santa, católica e apostólica. Se Pedro é a coluna da unidade da Igreja e da comunhão na mesma fé, Paulo representa a dimensão missionária da Igreja, enviada para o meio dos povos para lhes comunicar sem cessar o Evangelho. “Ai de mim, se eu não evangelizar!”. Por ocasião desta Solenidade, celebramos o Dia do Papa. Unidos ao atual Sucessor de Pedro, o Papa Bento XVI, a exemplo dos primeiros cristãos que estavam unidos a Pedro, em oração, de modo especial, no momento em que ele mais sofria. “A Igreja rezava continuamente a Deus por ele” (At 12,5). Hoje, também, somos convidados a permanecer unidos ao Santo Padre, rezando por ele. Como sinal de comunhão e de partilha, oferecemos, nas missas da Solenidade dos Apóstolos Pedro e Paulo, o Óbolo de São Pedro, oferta a ser enviada ao Papa para atender às necessidades da Igreja no mundo inteiro. Em Roma, solenidade comemorada mesmo no dia 29 de junho, onde Pedro e Paulo deram a vida por Cristo e são patronos da cidade, o Papa entrega o pálio aos novos arcebisposdo mundo inteiro, isto é, um pano de lã branca confeccionado com a lã de cordeiros, adornado com seis cruzes e três cravos, símbolo da Paixão. O simbolismo da lã pura sobre os ombros recorda o Bom Pastor que leva as ovelhas consigo, e as cruzes bordadas em lã lembram as chagas de Cristo e sua Paixão salvadora. Revigoremos nossa vida cristã no testemunho no testemunho apostólico para realizarmos hoje a missão que Jesus confiou a eles e também a nós. Sigamos o exemplo destes dois Apóstolos que nos deram as primícias da fé.


Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena é Bispo da Diocese de Guarabira - PB e Secretário da Conferência Nacional de Bispos Regional Nordeste 2 (CNBB NE2).

Ferreiros ganha mas um religioso


Desde os mais remotos tempos da história da humanidade, existem aqueles que deixam tudo para se doar inteiramente a deus, para viver no deserto, e assim encontrar o sentido único e absoluto da vida, encontrar Deus é se encontrar e encontrando-se com ele mudar de vida e de rumo. Encontrar-se com Deus é isso: ter a vida transformada, e não há ninguém melhor do que Deus para nos tornar felizes.

O termo “MONGE” deriva-se do latim e quer dizer: único, um só com Deus. É um homem que faz votos religiosos e se retira do mundo para viver com outros monges em mosteiros. O monge vive só para Deus em busca da sua conversão, de uma intima vida com Deus, através do silencio, da oração, do trabalho e da clausura. O monge busca antecipar na terra o céu.

Os monges Beneditinos vivem sobre uma regra de vida, que é a regra de São Bento. São Bento foi um grande Santo que viveu no século IV depois de Cristo. São Bento fundou mosteiros pela Europa que depois se espalharam pelo mundo.
Para se ter a ideia da grandiosidade da obra Beneditina basta saber que esse berço gerou para a Igreja 23 PAPAS, 5 mil Bispos e cerca de 3.000 Santos canonizados. São Bento é considerado o Padroeiro da Europa seu lema é: ora et labora (reza e trabalha). Viver no mosteiro é viver com alegria, os monges não vivem no mosteiro pagando algo ou num presídio, mais vive na alegria da casa de Deus. É uma escolha radical pela santidade.
São Bento possui uma medalha que é muito usada através dos séculos contra os demônios. A medalha convida-nos ao combate espiritual e nos Põe alerta frente à necessidade de abraçar uma vida de radical santidade.

A minha vocação a vida religiosa surgiu por acaso, após eu comprar uma medalha de São Bento. Eu não sabia quem era São Bento nem a medalha, comprei porque a medalha era muito usada no meio carismático. Eu via meus amigos do grupo de oração usando a medalha e por causa disso resolvi ter uma também.
Sempre eu fui um pouco “curioso”, gostava muito de ler, comprei livros sobre a medalha e sobre São Bento, e me apaixonei pela história de vida desse grande Santo.
Fiquei sabendo que em Olinda-PE tem um mosteiro, pedi ao Pároco na época o Padre Ailton para me levar lá e conhecer um pouco mais sobre São bento. Em junho de 2010 fui ao mosteiro com o padre e me encantei. Conversei com o Abade que é o superior da comunidade e contei-lhe que queria ser monge. A partir daí fiz varias visitas e após uma longa espera de discernimento chegou a hora de realizar esse grande sonho: doar-se inteiramente a Deus.

Vou muito feliz, sabendo, que a vida monástica não é fácil, mais vale a pena. Como eu sempre digo “se você quer Jesus, eu também quero.” Senhor não pergunto pra onde me levas, se Tu queres eu quero, se Tu fores eu vou.
“Na mensagem do PAPA Bento XVI para o dia mundial da juventude Ele diz:” Queridos jovens, não tenha medo do chamado de Deus para vida religiosa, monástica, missionária ou sacerdotal. Estejam certos que ele enche de alegria aquele que,  dedicando sua vida nesta perspectiva, responde  ao seu envio deixando tudo para pertencer a Ele e dedicar-se de coração a serviço dos outros.”

Meus amigos o desafio é grande mais, “jovem não tem medo de desafios. Jovem tem medo de uma vida sem sentido.” Me considero hoje o jovem mais rico de Ferreiros, porque estou deixando tudo para seguir a verdadeira riqueza que é Jesus. Nada nada me fará voltar atrás sou de Deus e já não me pertenço mais.

Quero agradecer a todos por tudo! Levo vocês no meu coração.
Conte com minhas orações, por toda minha vida até o meu ultimo suspiro eu hei de lembrar de cada um de vocês. Que Deus me faça cada vez mais fiel a minha vocação. Amém! Obrigado! Com Carinho: Ir. Eduardo, OSB

Dom Vicenzo Paglia é o novo presidente do Pontifício Conselho para a Família

Nesta terça-feira, 26 de junho, o papa Bento XVI anunciou a renúncia ao cargo do cardeal Ennio Antonelli, presidente do Pontifício Conselho para a Família, 75 anos. Em seu lugar, foi nomeado dom Vincenzo Paglia, até o momento bispo de Terni Narni Amelia, que automaticamente recebe a dignidade de arcebispo.

Dom Vincenzo Paglia, 67 anos, é conselheiro espiritual da Comunidade de Santo Egídio, presidente da Conferência Episcopal da região Umbria e Presidente da Federação Bíblica Católica Internacional.

Fonte: CNBB

Por que ser batizado enquanto criança?


'Desde cedo devemos desejar que toda a riqueza da graça e das bênçãos divinas habitem na vida de cada filho ou filha', destacou padre Sérgio
Livrar o ser humano do pecado original e torná-lo imerso no nome de Deus. Na fé católica, essas duas etapas tão importantes são concretizadas com o sacramento do Batismo, que comumente é realizado logo nos primeiros meses de vida. Muitas pessoas, porém, ainda se perguntam se o mais certo não seria o batismo na fase adulta, uma vez que assim haveria liberdade de escolha.


Na abertura da Conferência Pastoral Eclesial da Diocese de Roma, na Itália, deste ano, o Papa Bento XVI falou sobre a importância do Batismo e o reafirmou enquanto uma necessidade para o ser humano. Ele enfatizou que ser batizado não é uma escolha como outra qualquer, da mesma forma que não é possível escolher nascer ou não neste mundo.  


Em entrevista ao noticias.cancaonova.com, o administrador da Diocese de Tubarão (SC), padre Sérgio Jeremias de Souza, esclareceu algumas das reflexões do Papa sobre o sacramento. Em relação à liberdade de escolha, o padre recordou que Deus não fere a liberdade do ser humano, muito pelo contrário.  “Ele a alarga (a liberdade) e dá a verdadeira dimensão de vida plena. Ele não nos tira nada, mas nos dá tudo, sobretudo a participação em seu ser divino”.


O padre destacou ainda que os pais sempre querem o melhor para seus filhos, daí o batismo acontecer logo na vida da criança. “Se Deus é algo bom para a minha vida de pai e de mãe, aquilo que é um bem para mim eu o quero também para meus filhos. E não há duvidas: o melhor é Deus, sempre”.


Leia abaixo a íntegra da entrevista com padre Sérgio Jeremias


noticias.cancaonova.com - Uma das consequências do Batismo, segundo o Papa, é o ato de tornar-se cristão, o que não depende somente da vontade da pessoa, mas de uma ação de Deus. Trata-se então da pessoa aceitar, a partir do Batismo, o projeto de Deus em sua vida?  


Pe. Sérgio Jeremias de Souza - Sim, muito mais do que um gesto social ou um gesto feito por tradição religiosa, o santo Batismo é uma imersão no ser de Deus mesmo e, por consequencia, nos planos e desígnios de Deus. Há uma misteriosa "parceria" que acontece a partir do sacramento do Batismo: Deus, que poderia realizar tudo sem minha participação quer, a partir de agora, contar comigo, com meu sim existencial aos seus divinos desígnios. A partir deste momento, a vontade de Deus passa a ter prioridade em minha vida; o que Ele quer e pede que eu faça precisa estar na dianteira de minhas decisões. A partir desta escolha fundamental, aquilo que a palavra de Deus ensina passa a ser um parâmetro de decisões: "Posso fazer tudo o que quero, mas nem tudo me convém" (1 Coríntios 6,12).  


noticias.cancaonova.com - O Papa enfatiza que o Batismo é necessário, não é uma escolha qualquer, assim como não se escolhe viver ou não. Como explicar, então, que batizar a criança quando bebê não é uma ofensa à sua liberdade religiosa?


Pe. Sérgio - O Papa foi extremamente sábio ao acenar para esta resposta em seu discurso na Conferência Pastoral da Diocese de Roma, quando disse: "O Batismo das crianças não é algo contra a liberdade, é justamente necessário isso, para justificar também o dom da vida. Somente a vida que está nas mãos de Deus, nas mãos de Cristo, imersa no nome do Deus Trinitário, é certamente um bem que se pode dar sem escrúpulos." Em outras palavras, poderíamos dizer que, se Deus é algo bom para a minha vida de pai e de mãe, aquilo que é um bem para mim eu o quero também para meus filhos. Costumamos até comparar: os pais sabem que vacinas são necessárias para seus filhos (apesar da dor que muitas vezes sentem ao tomá-las); eles não esperam que seus filhos cresçam para decidirem se vão ou não querer receber estas vacinas, eles encaminham seus filhos para recebê-las porque sabem que é um bem. Poderíamos ainda recordar que nosso Deus em nada fere nossa liberdade, Ele a alarga e dá a verdadeira dimensão de vida plena. Ele não nos tira nada, mas nos dá tudo, sobretudo a participação em seu ser divino.


noticias.cancaonova.com - O Batismo é um sacramento necessário à vida da criança, para que ela possa entrar, desde cedo, em comunhão verdadeira com Deus. Mas, sendo bebê, ela não pode escolher fazê-lo. Isso desperta atenção para o essencial papel dos pais na iniciação da criança na vida cristã. Qual é esse papel, qual a melhor orientação para despertar nos pais essa preocupação em batizar seus filhos o quanto antes?


Pe. Sérgio - Gostaria de tratar de dois temas essenciais para poder responder amplamente a esta pergunta. 1. Desde cedo devemos desejar que toda a riqueza da graça e das bênçãos divinas habitem na vida de cada filho ou filha. É o céu habitando já dentro de nós a partir do santo Batismo. E como não desejar o céu em nós? Como não desejar a presença trinitária nos fazendo templos de sua divindade? Pais conscientes dão o melhor para seus filhos, também e, sobretudo, em termos de fé. E não há duvidas: o melhor é Deus, sempre. 2. Uma das coisas que precisamos lembrar sempre aos pais é que as crianças aprendem, sobretudo, por imitação em suas etapas iniciais da vida. Se Deus for buscado desde cedo pela família, amado pelos pais, celebrado em comunidade eclesial, Ele não será um ilustre desconhecido para os filhos e filhas. Aquilo que aprendemos por gestos concretos (neste caso o amor a Deus) marca permanentemente nossas vidas.


noticias.cancaonova.com - O rito sacramental do Batismo envolve dois elementos, basicamente: a água e a palavra, que têm todo um significado para o sacramento em si. À vezes as pessoas desconhecem a plenitude da riqueza do sacramento. O Batismo seria melhor vivenciado se ele fosse melhor compreendido, em todos os detalhes do rito sacramental?


Pe. Sérgio – Exatamente.  E aí está a importância de cursos para pais e padrinhos bem preparados e administrados. Aquilo que não é conhecido não é amado. Conhecer bem a riqueza dos gestos e símbolos que a Santa Mãe Igreja preparou ao longo dos séculos para a administração de cada sacramento é uma forma de amá-los mais. Há aquilo que é essencial, mas há também outros elementos e gestos belíssimos no sacramento do Batismo que não podem e nem devem ser ignorados. A salvação e libertação que Cristo opera em nós são belissimamente visualizadas em cada momento da recepção deste sacramento. Talvez no Rito de Iniciação Cristã de Adultos para o batismo isso tudo seja mais perceptível, pelo fato de ser solenizado e feito em etapas. Mas também no batismo de crianças esta riqueza está presente.

Vaticano pede maior promoção à vocação sacerdotal

Foi apresentado na manhã desta segunda-feira, 25, no Vaticano, o Documento "Orientações pastorais para a promoção das vocações ao ministério sacerdotal".

O documento está estruturado em três partes: a primeira examina a situação atual, seja das vocações como do ministério sacerdotal nas várias partes do mundo; a segunda aborda a vocação e a identidade do sacerdócio; e a última parte, por fim, indica propostas para a pastoral das vocações sacerdotais.

Acesse
.: NA ÍNTEGRA: Orientações para promoção das vocações sacerdotais


O prefeito da Congregação para a Educação Católica, Cardeal Zenon Grocholewski, explica que a primeira parte do documento indica, sobretudo, três razões principais que contrastam a pastoral vocacional e que tornam evidente nas Igrejas de antiga tradição cristã no ocidente: O declínio da população e da crise da família; a difusão da mentalidade secularizada; as difíceis condições de vida e do ministério do padre.

Já na segunda parte é oferecida uma apresentação resumida e global da identidade e do ministério sacerdotal, mais concentrada no perfil teológico e espiritual do padre.

"A síntese da doutrina teológica e espiritual apresentada nestes parágrafos responde a duas exigências. Antes de tudo, a intenção é colocar em destaque as características essenciais da vocação ao sacerdócio, com referência à sintese oferecida pelo Concíclio Vaticano II e desenvolvida no Ministério pós-concílio, sobretudo na Pastores dabo vobis", explica o secretário da Congregação para a Educação Católica, Dom Jean-Louis Bruguès.

A terceira parte é a mais longa do documento e propõe uma série de indicações concretas sugeridas por todas as conferências episcopais consultadas. Na primeira frase do capítulo lê-se: “Em alguns países registra-se um vigoroso e promissor florescimento das vocações sacerdotais, que encoraja o prosseguimento no caminho da promoção vocacional”.

“É interessante confrontar a evolução das vocações ao sacerdócio ocorrida nos últimos 10 anos. Observamos o número de estudantes de filosofia e teologia, seja nas dioceses que nas congregações religiosas masculinas distribuídas nas diversas áreas geográficas”, esclarece o subsecretário da Congregação para a Educação Católica, Dom Angelo Vincenzo Zani.

Na Europa, por exemplo, se constatou uma maior carência de vocações sacerdotais. Os estudantes de teologia e filosofia nos centros diocesanos em 2000 eram 26.879 e em 2010 passaram a ser 20.564.

Já na América Latina, os dados se mostram mais estáveis, mas com uma pequena elevação: Em 2010, os estudantes de teologia e filosofia nos centros diocesanos em eram 20.79, e, em 2010, passaram a ser 20.919.

Uma solicitação importante feita no documento diz respeito à Vigília do Ano da Fé que é um chamado a “propor a experiência de fé como relação pessoal e profunda com o Senhor Jesus Cristo”.

“O documento repete novamente o campo fértil para a semeação vocacional, é uma comunidade cristã que ouve a Palavra, reza com a liturgia e testemunha a caridade. Ele dirige a toda Igreja a um encorajamento, a retomar com confiança o próprio empenho educativo para o acolhimento do chamado de Deus ao ministério sacerdotal”, conclui Dom Angelo.

Onde esta a fonte de toda cura!

No perdão está a fonte de toda a cura!
No perdão generoso, com vontade de abraçar o mundo, com intenção e força de alma.

Mas também, no perdão sofrido, quase sem palavras e entre lágrimas; no perdão, resultado de uma decisão da mente que quer ser de Deus.

Enfim, jamais vi a cura procurar um outro atalho! Quem não se dobra para perdoar faz grande mal a si mesmo; atrasa o caminho e pode perder a alma. Por isso fica sempre doente!


 Seu irmão,
Ricardo Sá

Bento XVI pede fim da violência na Síria

 O Papa Bento XVI fez nesta quinta-feira, 21, mais um apelo em favor da Síria. A ocasião foi a audiência com os membros da Reunião das Obras de Ajuda às Igrejas Orientais (ROACO).


“Não se deve poupar nenhum esforço para tirar a Síria da atual situação de violência e de crise, que dura há muito tempo e corre o risco de se tornar um conflito generalizado que teria consequências fortemente negativas para o país e para toda a região”, disse o Pontífice, lançando mais um apelo para que seja garantida a assistência humanitária à população.

“Esta reunião da ROACO, afirmou, é também uma ocasião para reafirmar a minha solidariedade para os nossos irmãos e irmãs que sofrem na Síria, em especial as crianças inocentes e os mais indefesos”, afirmou o Papa, que pediu o fim imediato do derramamento de sangue e da violência.

Recordando a inauguração do Ano da Fé, em outubro próximo, Bento XVI disse que este evento oferecerá fecundas orientações para a Igreja no Oriente, para que seja sempre sinal eloquente da caridade que brota do coração de Cristo.

Sobre os problemas que afligem a região, o Papa citou em especial a falta de liberdade religiosa pessoal e comunitária. “Este direito deve ser garantido na sua profissão pública e não somente em termo culturais, mas também pastorais, educativos, assistenciais e sociais – todos aspectos indispensáveis ao seu exercício efetivo.”

Bento XVI concluiu seu discurso falando do Líbano, seu próximo destino internacional, em setembro próximo. “Que a Mãe de Deus proteja minha próxima viagem, que – se Deus quiser – realizarei ao Líbano para por o selo sobre a Assembleia Especial para o Oriente Médio do Sínodo dos Bispos. Desejo desde já antecipar à Igreja e à Nação libanesa o meu abraço de pai e de irmão.”
Fonte: Canção Nova


Precisamos de uma fé reavivada



Os primeiros cristãos tornaram-se fortes por causa da Eucaristia. Eles se reuniam para celebrá-la, mesmo correndo risco. Enfrentavam o martírio por causa dela, como aconteceu com São Tarcísio.

Precisamos de uma fé reavivada. Devemos crer que na Eucaristia está o Corpo e o Sangue de Jesus Ressuscitado. Está o mesmo Jesus que veio uma primeira vez para realizar a nossa redenção, e que está voltando para consumar a redenção de todos. Estaremos preparados para a segunda vinda do Senhor fortalecendo-nos com Seu Corpo e Sangue.

É essa verdade que proclamamos em cada Santa Missa, logo depois da consagração do pão e do vinho: “Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!”

Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

O inimigo de Deus quer esvaziar o valor da Santa Missa

A cada Celebração Eucarística, Cristo Jesus é o celebrante: é Ele quem se oferece ao Pai, quem ora e quem intercede. O sacerdote é o representante do Senhor, cabendo a nós a participação como parte do Corpo de Cristo.

A Santa Missa não nos pode servir apenas para pedirmos pelas almas dos nossos falecidos. Apesar do seu grande valor para a purificação das almas dos nossos entes queridos que ainda estão no purgatório, precisamos estar cientes de que isso é o mínimo diante do valor profundo dessa celebração. As necessidades do mundo inteiro estão presentes em cada celebração da Santa Missa. Cristo as assume.

A Missa não pode se transformar num palanque de comício social ou político. Ela tem a capacidade de mudar as estruturas sociais, mas não é fazendo do altar um palanque que isso acontecerá. Esse não é o caminho. A Missa precisa ser Missa para que as estruturas sociais sejam transformadas.

O inimigo de Deus quer denegrir, desmoralizar e esvaziar o valor do sacrifício da Missa.

Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova


(Trecho do livro "Eucaristia, nosso tesouro" de monsenhor Jonas Abib)

Festa do Sagrado Coração de Jesus


A festa do Coração de Jesus, que acabamos de celebrar representa toda a Igreja. O Coração de Jesus é para nos abrirmos ao amor de Deus revelado no seu Filho. Ele veio partilhar a nossa humanidade e trazer-nos o dom do Espírito que nos transforma à sua imagem, tornando-nos participantes da sua própria vida e promotores de uma humanidade nova, conforme o projeto do Pai.












 Imagem: Henrique

A consagração ao Sagrado Coração de Jesus e ao Imaculado Coração de Maria.



Neste dia, no qual celebramos a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, véspera da memória do Imaculado Coração de Maria, é muito oportuno falar da íntima relação que há entre estas festas da Igreja. Pois, compreender qual é esta ligação nos permitirá comemorar melhor essas e viver essas devoções com maior profundidade. Há muito tempo, nós católicos temos uma especial devoção pela Virgem Maria. Desde a era apostólica, os primeiros cristãos, que ainda nem eram chamados assim, tinham Nossa Senhora como Mãe, que intercede e confirma seus filhos na fé.
Porque nos consagrar ao Sagrado Coração de Jesus e ao Imaculado Coração e Maria?
Não estou negando a necessidade de nos confiar ao Sagrado Coração de Jesus, devoção também dos primórdios da Igreja, oceano infinito da misericórdia de Deus. Precisamos nos consagrar totalmente ao Coração do Senhor. Isso é muitíssimo recomendado, mas essa consagração não exclui a consagração ao Imaculado Coração de Maria.
Muitas pessoas deixam de confiar-se a Maria dizendo que confiam em Jesus e que se consagram somente ao Seu Sagrado Coração. Mas, não receber Maria por Mãe e não consagrar-se ao seu Imaculado Coração é negar um pedido do próprio Cristo, que nos entregou Nossa Senhora: “Eis a tua mãe!” (Jo 19, 27). Um fato recente comprova este desejo de Jesus. Em diálogo com a Irmã Lúcia, no ano de 1936, Jesus pede que a devoção ao Imaculado Coração de Maria seja colocada ao lado da devoção ao Seu Sagrado Coração. O fato está documentado em uma carta, de 18 de Maio de 1936, ao seu diretor espiritual.
Em resposta a este pedido, em 31 de Outubro de 1942, o Papa Pio XII, através de radiomensagem aos portugueses, consagra a Igreja e todo o gênero humano ao Imaculado Coração de Maria: “a Vós, ao vosso Coração Imaculado, nesta hora trágica da história humana (Segunda Guerra Mundial), confiamos, entregamos, consagramos não só a Santa Igreja, corpo místico de vosso Jesus, que pena e sangra em tantas partes e por tantos modos atribulada, mas também todo o mundo, dilacerado por exiciais discórdias, abrasado em incêndios de ódio, vítima de sua próprias iniquidades”.
Pio XII diz que, da mesma forma que a Igreja e toda a humanidade foram consagradas ao Coração de Jesus, sejam também perpetuamente consagrados a Maria e ao seu Coração Imaculado. Sejam consagrados ao Imaculado Coração de Maria para que o amor e o patrocínio da Virgem apresse o triunfo do Reino de Deus, e todas as gerações a proclamem bem-aventurada. Com a Virgem Maria, todos os homens entoem o “eterno Magnificat de glória, amor, reconhecimento ao Coração de Jesus, onde só podem encontrar a Verdade, a Vida e a Paz”.
O Papa João Paulo II, em Fátima, no dia 13 de Maio de 1982, fez uma oração renovando esta consagração feita por Pio XII, com estas palavras: “Este mundo dos homens e das nações também eu o tenho diante dos olhos, hoje, no momento em que desejo renovar a entrega e a consagração feita pelo meu Predecessor na Sé de Pedro: o mundo do Segundo Milênio que está prestes a terminar, o mundo contemporâneo, o nosso mundo de hoje!”
Depois de conhecer a estreita ligação entre a devoção ao Sagrado Coração de Jesus e a do Imaculado Coração de Maria, não podemos ficar indiferentes. O Papa Pio XII, sucessor de Pedro, consagrou a nós, Igreja Católica, e todo o gênero humano ao Imaculado Coração. Anteriormente, já estávamos consagrados, pela Igreja, ao Sagrado Coração de Jesus. Mas, para que aqueles que não fizeram a sua consagração pessoal, fica o convite para conhecer e fazer a consagração segundo o Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, de São Luís Maria Grignion de Montfort. Pois, nos consagrando a Maria, ao seu Imaculado Coração, nos consagramos totalmente ao Sagrado Coração de Jesus.