Para alcançar a paz é preciso dialogar, afirma Bento XVI


“Para alcançar a paz, é preciso comprometer-se, deixar de lado a violência e as armas e dialogar, buscando um acordo”. Foi a afirmação feita pelo Papa Bento XVI após participar do concerto oferecido em sua homenagem, nessa quarta-feira, 11. 

O concerto foi regido pelo maestro argentino-israelense Daniel Barenboim. A Orquestra West-Eastern Divan, com sede em Sevilla, na Espanha, é formada por músicos espanhóis, israelenses e de vários países árabes do Oriente Médio.

Bento XVI disse que a sua geração, assim como a dos pais de Barenboim, viveu a “tragédia” da Segunda Guerra Mundial e do Holocausto contra os judeus: “é muito significativo que o senhor, maestro, tenha querido dar vida a um projeto como a Orquestra West-Eastern Divan, um grupo em que tocam juntos músicos israelenses, palestinos e de outros países árabes, pessoas de religião hebraica, muçulmana e cristã”, afirmou o Pontífice.

O Santo Padre assinalou ainda que a mensagem que se recebe do concerto é que “para alcançar a paz, é necessário engajar-se, deixando a violência e as armas de lado, comprometendo-se com a conversão pessoal e comunitária, com o diálogo e a paciente busca de acordos possíveis”.

A orquestra executou as sinfonias nº 6 em fá maior e a nº 5 em dó menor, ambas de Ludwig van Beethoven. O Papa, grande apreciador de música clássica, disse que as duas obras expressam aspectos da vida como: o drama e a paz, a luta do ser humano contra o destino adverso e a imersão tranquilizadora em um ambiente bucólico.

O concerto aconteceu no pátio central da residência papal de Castel Gandolfo, que se ergue aos pés do lago Albano, na região dos “Castelos Romanos”, onde Bento XVI se encontra, desde o último dia 3, para um período de descanso.

Assistiram ao concerto com o Papa, o Presidente da República Italiana, Giorgio Napolitano, e sua esposa, Clio, vários cardeais e bispos, entre os quais Dom Gianfranco Ravasi, Presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, além de centenas de convidados.

Foi a segunda vez que ele ouviu um concerto de Barenboim. A anterior foi no dia 1º de junho passado, quando esteve no Teatro La Scala de Milão, durante o VII Encontro Mundial das Famílias, realizado nesta cidade do norte da Itália.

Daniel Barenboim nasceu em 1942 em Buenos Aires, e é um defensor da reconciliação e da paz entre judeus e palestinos. 

Após o concerto para o Pontífice, a orquestra prossegue sua turnê em Versalhes, Genebra, Londres, com a gravação de um concerto para a rede de TV e Rádio BBC, e Berlim. A arrecadação do espetáculo na Alemanha será destinada ao financiamento de projetos educativos organizados pela orquestra em Israel e na Palestina.

Fonte: Canção Nova

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