"Rezar não é perder tempo!" - lembra o Papa no encontro com os fiéis


Nesta última quarta-feira do mês de agosto, a Igreja recorda a memória litúrgica do martírio de São João Batista, o único santo do qual se celebra o nascimento, em 24 de junho, e a morte, por meio do martírio. 

Este foi o tema do encontro do Pontífice com os peregrinos e turistas que foram a Castel Gandolfo para a audiência geral. Em sua catequese, Bento XVI lembrou que a memória do Santo é muito antiga: as primeiras provas de seu culto datam do IV século. 

As referências históricas no Evangelho bem ilustram a relação de João Batista com Jesus. Lucas, por exemplo, narrou o nascimento, a vida no deserto, a pregação; enquanto Marcos nos falou de sua dramática morte. 

De fato, num gesto final, João Batista testemunhou com o sangue sua fidelidade aos mandamentos de Deus, sem ceder ou retroceder, realizando sua missão até o fim. Ele não se limitou a pregar a penitência, mas teve a humildade de indicar Jesus como “Enviado de Deus”, colocando-se de lado para que o Senhor pudesse crescer, ser ouvido e seguido. 

Depois desta introdução, Bento XVI perguntou aos fiéis: 

“De onde nasceu esta vida tão dedicada a Deus?”. “A resposta é simples” – disse o Papa: “da oração, fio condutor de toda existência”. 

João foi um dom divino, pois Zacarias e Isabel não podiam ter filhos, eram idosos e Isabel era estéril. “Mas nada é impossível para Deus”, e o anúncio do nascimento do menino aconteceu justamente quando seu pai entrava no templo de Jerusalém, o templo da oração. 

Enfim, toda a existência do Precursor de Jesus, especialmente o período passado no deserto, foi alimentada por seu relacionamento com Deus. O deserto era um lugar de tentações, mas ao mesmo tempo, onde o homem sentia a sua própria pobreza, onde não encontrava apoio e nem certezas materiais, e onde compreendia que sua única referência sólida era sempre Deus. 

Terminando sua catequese, o Papa recordou que “o exemplo de João Batista nos diz que não podemos ‘negociar’ nosso amor por Cristo, por Sua Palavra e pela Verdade. 

“A vida cristã exige o ‘martírio’ da fidelidade cotidiana ao Evangelho, a coragem de deixar que Cristo cresça em nós, oriente nossos pensamentos e atitudes”. 

“Mas – ressaltou o Papa – isso só pode acontecer se nossa relação com Deus for sólida. Rezar não é perder tempo, não é roubar tempo de outras atividades; mas é o contrário: se formos capazes de manter uma vida de oração fiel, constante, o próprio Deus nos dará a capacidade e a força para viver de modo feliz, superar as dificuldades e testemunhá-Lo com coragem”. 

Encerrada a catequese, Bento XVI passou a saudar a multidão em várias línguas, como o português:

“Amados peregrinos de Portugal e do Brasil, e demais pessoas de língua portuguesa, sede bem-vindos! Uma saudação particular aos fiéis de Chã Grande, Natal e do Rio de Janeiro. Que o exemplo e a intercessão de São João Batista vos ajudem a viver a vossa entrega a Deus sem reservas, sobretudo por meio da oração e da fidelidade ao Evangelho, para que Cristo cresça em vós, guiando os vossos pensamento e ações. Com estes votos, de bom grado a todos abençôo”.   

Devido ao grande número de fiéis, a audiência da manhã desta quarta-feira se realizou na Praça da Liberdade, na frente da residência pontifícia. Em meio às centenas de grupos de vários países, vieram da França cerca de 2.600 participantes da peregrinação nacional dos ministrantes da França, liderada por dez bispos e uma centena de sacerdotes e seminaristas, provenientes de metade das dioceses do país. 

A peregrinação tem o tema “Servir o Senhor, alegria do homem, alegria de Deus”, e aos coroinhas, o Papa fez uma saudação especial: 

“Queridos jovens, o serviço que vocês fazem tão fielmente lhes permite estar particularmente perto de Jesus Cristo na Eucaristia. Vocês têm o enorme privilégio de estar perto do altar, perto do Senhor. Sejam cientes da importância deste serviço para a Igreja e para si mesmos. Que este seja uma oportunidade para você crescerem na amizade e no relacionamento pessoal com Jesus. Não tenham medo de comunicar com entusiasmo a quem está ao seu redor a alegria que recebem de Sua presença! E se um dia vocês ouvirem seu chamado para segui-lo no caminho do sacerdócio ou da vida religiosa, respondam com generosidade!”. 

Fonte: Rádio Vaticano 

Em solenidade, restos mortais de Dom Helder, Dom Lamartine e padre Henrique são trasladados


Dia de homenagens e saudade. O arcebispo de Olinda e Recife Dom Helder Camara e suas obras em favor dos mais necessitados foram lembradas em Missa celebrada nesta segunda-feira, 27, na Igreja Sé, na cidade de Olinda, Região Metropolitana do Recife. Há 13 anos, o Dom da Paz, como era carinhosamente chamado, faleceu em decorrência de uma parada cardíaca. Dom Helder deixou saudade e plantou sementes de amor por onde passou.

O arcebispo metropolitano, Dom Fernando Saburido, presidiu a Concelebração Eucarística que contou com a participação de dezenas de padres e alguns bispos de Dioceses da Província Eclesiástica de Olinda e Recife. A Missa solene teve ares de simplicidade.

Na ocasião, os restos mortais do arcebispo, do bispo auxiliar, Dom José Lamartine; e do padre Antônio Henrique Pereira foram sepultados em túmulos definitivos em uma capela lateral da catedral. Os jazigos já abrigavam os despojos de outros três arcebispos (Dom Luiz Raimundo da Silva Brito, Dom Miguel de Lima Valverde  e Dom Carlos de Gouvêa Coelho). Ao final da celebração, foi feito o traslado. Dom Fernando abençoou o local e as urnas com os restos mortais foram depositadas nos respectivos túmulos. O ato emocionou familiares e amigos dos religiosos. O som das palmas foi o reconhecimento da importância deles para a história da Igreja e do país e mostrou que suas realizações e sonhos continuam vivos.

Na homilia, Dom Fernando ressaltou a dedicação dos religiosos em prol da justiça e da paz. “Em todo caminho espiritual, o fundamental é a justiça e a misericórdia. Hoje, nós lembramos a memória de Dom Hélder Câmara que justamente nos deixou como herança essa preocupação que deu direção a toda a sua vida: ligar a fé com a vida, a adoração a Deus com a justiça e a solidariedade com os pequeninos. Esse foi também o motivo pelo qual o padre Antônio Henrique foi assassinado. Na pastoral da juventude que ele coordenava, ele insistia nessa profecia da justiça social e da coerência entre o que pregamos e o que vivemos. Também a ação pastoral de Dom Lamartine sempre foi nessa mesma linha: organizar bem a pastoral arquidiocesana na orientação clara dessa linha de Dom Helder”, disse.

Membros da Comissão Estadual da Memória e Verdade e autoridades civis, entre elas, o governador do Estado, Eduardo Campos,  estiveram presentes na celebração.

Livro -  “Padre Antônio Henrique – Dissimulações do Regime Militar de 64” é o título do livro lançado pela irmã do padre Henrique, Izaíra Pereira Padovan. Os exemplares foram doados à Arquidiocese de Olinda e Recife pela família do sacerdote e toda a arrecadação com a venda da obra será investida no trabalho da Pastoral da Juventude. O padre Henrique foi assessor da Juventude durante o pastoreio de Dom Helder Camara. 

Fonte: Pascom da Arquidiocese de Olinda e Recife 

Audiência Geral: Maria Rainha


Como todas as quartas-feiras, o Santo Padre recebeu para audiência geral um numeroso e alegre grupo de fiéis oriundos de várias partes do mundo, inclusive do Brasil. A Audiência Geral foi realizada na Praça da Liberdade, diante do portão principal da Residência de Verão dos Papas, em Castel Gandolfo. Bento XVI se ateve à comemoração de hoje marcada pelo calendário litúrgico: Nossa Senhora Rainha.

Esta festa, disse o Papa, decorrente de uma devoção antiga, foi estabelecida por Pio XII em 1954, na conclusão do Ano Mariano, a ser comemorada a cada 31 de maio. Na reforma pós conciliar ela foi colocada oito dias depois da solenidade da Assunção para destacar a ligação estreita entre realeza de Maria e sua glorificação em corpo e alma ao lado de seu Filho. Esta convicção encontramos na Constituição sobre a Igreja do Vaticano II.

Maria é rainha, mais que outra criatura, pela elevação de sua alma e pela excelência dos dons divinos que recebeu.
Segundo Santo Efrém, Maria é rainha porque é a Mãe do Senhor, do Rei dos Reis (cfr Is 9, 1-6) além do nos indicar Jesus como vida, salvação e esperança nossa. Em seguida Bento XVI nos cita Paulo VI em sua Exortação Apostólica Marialis Cultus: “Na Virgem Maria tudo é relativo a Cristo e tudo dele depende.” 

O Pontífice se pergunta: “O que quer dizer Maria Rainha?” É uma conseqüência de sua união ao Filho, Senhor do Universo e da História. A realeza de Cristo é tecida de humildade, de serviço e de amor. É proclamado rei no momento da paixão, quando desce ao mais profundo do sofrimento humano e realiza o mais elevado gesto de amor. Sua realeza em nada tem a ver com a dos poderosos da terra. Jesus é um rei que serve seus servidores, como fez na última Ceia, lavando os pés dos discípulos. 

Isso também vale para Maria: é rainha no serviço a Deus e à Humanidade, rainha que vive o dom de si a Deus para entrar no desígnio da salvação do Homem. Ao Anjo responde: “Eis a Serva do Senhor!”m Maria exercita essa realidade de serviço e de amor velando sobre nós, seus filhos. Dirigimo-nos a ela para agradecer ou para pedir sua materna proteção e sua celeste ajuda. Confiamos no auxílio de Maria, em sua intercessão junto ao Filho, em nossa peregrinação ao longo da estrada do mundo”. Bento XVI cita o Rosário, as Ladainhas e a Salve Rainha onde Maria é diversas vezes invocada como rainha.

O Santo Padre nos diz que “a devoção a Nossa Senhora é um elemento importante da vida espiritual”. “Maria não deixará de interceder por nós junto ao Filho. Maria é a Rainha do Céu, próxima a Deus, mas também a mãe próxima a cada um de nós, que nos ama e escuta a nossa voz.”

Antes de concluir a Audiência o Santo Padre saudou os diversos grupos em suas línguas, inclusive em Português:  

Amados peregrinos de língua portuguesa, uma cordial saudação de boas-vindas para todos. Hoje, a Igreja celebra Nossa Senhora Rainha dos Céus e da terra que, a exemplo de Seu Filho Jesus, Senhor do Universo, manifesta a sua realeza através da humildade, do serviço e do amor. Na vossa oração, não deixeis de dirigir-vos a Ela com confiança. Possa A Virgem Maria velar por cada um de vós. E que Deus vos abençoe.


Parabéns Dom Bosco, 197 anos do seu nascimento


Há exatos 197 anos, em Castelnuovo d’Asti, na Itália, nascia Giovanni Melchior Bosco, conhecido popularmente como Dom Bosco. A família era composta por seu pai, Franscesco Bosco, sua mãe Margherita Occhiena, além de seus irmãos, Antônio, fruto do primeiro casamento de seu pai, e José, seu irmão mais velho.
196 anos de Dom BoscoEm virtude da crise financeira que se abateu sobre a Itália no ano de 1810, a infância desse santo foi marcada pela pobreza. Cenário que se agravou quando, aos 2 anos, ele perdeu seu pai, vítima da tuberculose.
Aos nove anos, Dom Bosco teve um sonho profético: em meio a uma multidão de crianças brincando, algumas destas falavam blasfêmias. Ele lançou-se, então, sobre os blasfemadores desferindo socos e pontapés para calá-los; foi então que apareceu um personagem dizendo-lhe: “Deverás ganhar estes teus amigos não com bastonadas, mas com bondade e amor. Eu te darei a Mestra sob cuja orientação podes ser sábio, sem a qual, qualquer sabedoria se torna estultícia”O personagem era Jesus e a Mestra era Nossa Senhora.
Ao chegar aos dezesseis anos de idade ele passa a frequentar a escola de Castelnuovo D’Asti e, aos vinte, ingressa no Seminário de Chieri, onde seria ordenado sacerdote em 5 de junho de 1841.
Já em Turim, Dom Bosco tem seu primeiro contato, por intermédio do padre Giovanni Cochi, com os jovens. Na época, Cochi mantinha uma obra assistencial voltada para jovens chamada “oratório”, cujo objetivo era o lazer, a educação e a catequese desse público. Em dezembro de 1841 ele funda um “oratório” nessa mesma cidade, o qual, três anos mais tarde, passaria a chamar-se “Oratório de São Francisco de Sales”.
Em 1859, após consultar o Papa Pio IX, o santo italiano recebeu seus companheiros padres, seminaristas e leigos, os quais, após realizarem os votos religiosos de castidade, pobreza e obediência, dariam, ao lado dele, origem à Sociedade São Francisco de Sales, conhecida popularmente como “Os Salesianos”.
Após fundar a Congregação dos Salesianos, Dom Bosco propõe a algumas jovens órfãs, que eram acolhidas pela oficina de costura de Maria Domingas Mazzarello, a criação de uma congregação religiosa. Dessa forma, em agosto de 1872, surge a Congregação Filhas de Maria Auxiliadora, tendo como primeira superiora a própria Maria Domingas Mazzarello.
Desse modo, como em seu sonho profético, o santo italiano passou toda a vida rodeado do público juvenil. E entre todas as sábias palavras dele, duas frases se destacam e marcam a vida de muitos jovens até hoje:
“Eu não disse que seria fácil. Apenas disse que valeria a pena”.
“Dizei aos jovens que os espero no paraíso”.
Com uma vida de muitas lutas e desafios para viver a santidade e construir um mundo melhor, o fundador dos salesianos é a prova viva de que é possível ser santo sem perder a jovialidade e a esperança na juventude. Sempre levando seu espírito jovem e acolhedor por onde passava, Dom Bosco, aos 72 anos de idade, em 1888, faleceu em seu pequeno quarto na cidade de Valdocco. Razão pela qual se tornou o santo padroeiro dos jovens e aprendizes.
E em 1934, 46 anos após sua morte, Dom Bosco foi canonizado pela Igreja Católica pelo Papa Pio XI. O Pontífice pronunciou a seguinte frase durante a cerimônia: “Eu tive a felicidade de conhecer e compartilhar do conhecimento de Dom Bosco. E desde nosso primeiro contato eu sempre soube que estava na presença de um homem santo”. Já no pontificado do Papa João Paulo II ele foi aclamado como o “Pai e Mestre da Juventude”.

PARÓQUIA DE FERRIROS CELEBRA DIA DOS ACÓLITOS


 No dia de São Tarcísio, padroeiro dos Acólitos a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Ferreiros celebrou este momento importante na vida dos Acólitos com um momento de reflexão pelo Padre Valdemar e após foi servido um jantar na Casa paroquial. Parabéns a todos os Acólitos de nossa Paróquia! 
São Tarcísio rogai por nós!

15 de agosto: Dia de São Tarcísio


Tarcísio, um garoto de aproximadamente 12 anos, era acólito, isto é, coroinha na igreja de Roma por volta do século III. Nessa época as missas eram celebradas em catacumbas por causa da perseguição do imperador Valeriano.
Quando os cristãos eram presos e estavam nas vésperas de serem mortos os diáconos levavam Comunhão, às escondidas para eles, para que não perdessem a fé.
Um dia, papa Sisto II não sabia como levar a Sagrada Comunhão para os cristãos presos, pois todos os seus diáconos tinham sido presos. Tarcísio se ofereceu para levar, todos diziam que ele iria correr muito perigo, mas ele afirmava se sentir forte, disposto antes morrer que entregar as Hóstias aos pagãos.
Papa Sisto II entregou uma caixinha de prata com as Hóstias dentro para Tarcísio. Passando pela Via Apia alguns rapazes perceberam o estranho comportamento de Tarcísio. Tentaram saber o que era, mas Tarcísio se negou a mostrar-lhas, então o apedrejaram até a morte. Depois de morto foram procurar o que Tarcísio levava, porém, não encontraram nada, as Hóstias haviam sumido misteriosamente.
São Tarcísio é o padroeiro dos coroinhas e seu dia é comemorado em 15 de Agosto. Hoje em nossa paróquia temos cerca de 20 coroinhas, que a exemplo de São Tarcísio zelam pela Sagrada Eucaristia.
Então a exemplo de São Tarcísio, estejamos sempre dispostos a ajudar, a servir. Se cada um fizer a sua parte, realmente nos tornaremos um só em Cristo.
São Tarcísio. Rogai por nós.

O sofrimento nos amadurece


Quando eu era criança, lembro-me de ter visto meu pai fazer vários cortes no tronco de uma árvore e dela escorrer um líquido. Durante toda a noite, esse líquido gotejou a ponto de deixar a terra, em volta dela, molhada. Eu não entendi nada naquele momento, achei que ele a estava machucando.

Perguntei-lhe o porquê de tudo aquilo e ele me disse: “Espera que vou mostrar para você”. Naquele ano, a árvore deu muitos frutos, então, ele levou-me até ela, mostrou-me o tronco e disse: “Está vendo quantos frutos? Foi por isso que eu cortei a árvore. Se eu não tivesse machucado o tronco dela, ela não teria dado todos estes frutos”.

Da mesma forma, nós também não entendemos muitos acontecimentos em nossas vidas que nos ferem. Por essa razão caímos na tristeza, murmuramos, ficamos magoados e, muitas vezes, revoltados. No entanto, se olharmos por esse prisma, constataremos o quanto amadurecemos com os sofrimentos. São incalculáveis os frutos que surgem depois da tribulação.

Feliz de você que chora, como "chorava" aquela árvore, pelos problemas e dificuldades que enfrenta. Deus não se alegra com o nosso sofrimento, mas sim, com a consequência dele na nossa vida. O Senhor sabe que a dor faz em nós aquilo que meu pai fez com o tronco daquela árvore. Ele está ao nosso lado em todos os momentos. O Senhor vê além e se alegra porque tem certeza dos frutos. É por esta razão que o próprio Jesus nos alerta e consola:

"Eu vos disse isso para que em mim tenhais a paz. Neste mundo experimentareis a aflição, mas tende confiança, Eu venci o mundo!" (João 16,33).

Deus o abençoe!
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

Cristãos devem viver o contato pessoal com Deus, recorda Papa


Na Catequese desta quarta-feira, 8, realizada em Castel Gandolfo, o Papa Bento XVI recorreu à memória de São Domingos de Gusmão, sacerdote e fundador da Ordem dos Pregadores, para falar aos fiéis. O Pontífice destacou que, conforme lembrado pelo santo, todo cristão deve viver a oração, o contato pessoal com Deus em todas as dimensões da vida: família, trabalho, descanso e vida social. 

O Papa destacou que só esse contato pessoal com Deus dá forças para a vida, em especial nos momentos mais difíceis. Ele lembrou que é importante os fiéis encontrarem um momento diário para fazer suas orações com tranquilidade. 

“Devemos aproveitar este momento, especialmente durante as férias, para reservar um pouco de tempo para conversar com Deus. Será também uma maneira de ajudar aqueles que nos são mais próximos a entrar nos raios luminosos da presença de Deus, que traz a paz e o amor que todos nós precisamos.” 

A vida de oração foi um dos aspectos essenciais da espiritualidade de São Domingos, conforme lembra o Santo Padre. “Sob a inspiração do Espírito Santo, progrediu no caminho da perfeição cristã. Em todos os momentos, a oração era a força que o renovava e tornava sempre mais fecunda a sua obra apostólica”.

Além desse exemplo de uma vida de oração, Bento XVI recordou as maneiras de orar de acordo com São Domingos. Cada uma dessas formas: em pé, ajoelhado e deitado no chão, “mas sempre com o olhar voltado para o Senhor Crucificado”, expressa uma atitude corporal e espiritual que podem favorecer os fiéis em seus momentos de oração. 

“O ajoelhar-se, o permanecer em pé diante do Senhor, fixar o olhar no crucifixo, parar e se recolher em silêncio não são atitudes secundárias, mas nos ajudam a nos questionarmos interiormente, com toda a pessoa, em relação com Deus”

O Papa também destacou outros dois aspectos da vida do santo, que se referem a duas práticas de piedade que ele costumava viver. 

“Antes de tudo, a meditação pessoal, em que a oração adquire uma dimensão ainda mais íntima, fervorosa e tranquilizante. Também a oração; enquanto viajava de um convento ao outro, recitava as Laudes, ao meio-dia, as Vésperas com os colegas e, cruzando os vales ou colinas, contemplava a beleza da criação”.

Fonte: Canção Nova

Deus te Chama


Equipe de Coordenação da Pastoral Familiar Regional NE II em Visita a Diocese de Nazaré


No dia 04 deste a Equipe de coordenação da Pastoral da Família do Regional Nordeste II esteve em visita a Diocese de Nazaré. Esta visita consta de um acompanhamento que o Regional está fazendo a todas as Dioceses. A Diocese de Nazaré acolheu a Equipe com o coração aberto e ficamos felizes. Na pauta deste encontro avaliamos a caminhada da Diocese em relação aos três setores que compõe a Estrutura desta Pastoral a saber: Setor pré-matrimonial, Setor Pós-matrimonial e Setor Casos especiais. Cada setor relatou sua experiência da caminhada. O que foi feito e o que está fazendo, e ao mesmo tempo relatar as sombras, ou seja os desafios encontrados nestes setores. Ao final de cada explanação a Equipe do Regional dava suas orientações de como fazer a coisa acontecer. Foi uma experiência agradável que nos deixou mais fortalecidos na fé e com mais coragem para a caminhada, pois sentimos que não estamos sozinhos, mas existe um regional que caminha conosco.
Obrigado a Silvio e Liege casal Coordenador do Regional e toda a equipe e agradecer também a Genivaldo e Lúcia casal Coordenador Diocesano e sua equipe.


Pe. Francisco Valdemar
Assessor Eclesiástico

Homenagem pelo dia do Padre

Homenagem pelo dia do Padre


Padre Valdemar
O padre é chamado e enviado para semeia o amor de Deus entre as nações.
Ser padre não é uma tarefa fácil é uma tarefa árdua, o padre é um homem tirado do povo para o próprio povo, um homem que peca que sofre que sente saudades.
Deixa sua família, pai, mãe, irmãos para ir ao encontro de Deus e nele encontra uma grande família. Deus o confiou como pai para educar e governar o seu rebanho.
Nos momentos de dificuldades sempre podemos contar com sua ajuda, como só um pai pode ajudar seu filho, como a própria palavra diz PADRE, PAI um pai que nunca deixa seus filhos amargurados, um pai que fica feliz ao olhar para seu rebanho e ver que tudo esta dando certo e que sabe que sempre pode contar com as suas ovelhas.
O Padre revestido das indumentárias sacerdotais nele esta o próprio Cristo, renova sempre nas missas o sacrifício de Cristo na cruz e nos da à graça de termos Cristo na eucaristia, Cristo presente na santa missa.
Jesus disse a Pedro, Tu és Pedro e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja. Hoje eu digo ao Senhor Padre Valdemar, tu és a pedra fundamental para esta Igreja, pois és o PASTOR que governa e sustenta de pé esta Igreja de NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO aqui em Ferreiros.
Parabéns Padre Valdemar

VOCAÇÃO ( Reflexão para o mês vocacional)












Falamos muito de vocação. Quando dizemos que alguém tem vocação, afinal o que queremos dizer? A palavra vocação vem do verbo no latim "vocare" (chamar?). Assim vocação significa chamado. Vocação é  um chamado de Deus. Se há alguém que chama, deve haver outro que escuta que responde.

A vida de todo ser humano é um dom de Deus. "Somos obra de Deus, criados em Cristo Jesus"(Ef 2,10). Existimos, vivemos, pensamos, amamos, nos alegramos, sofremos, nos relacionamos, conquistamos nossa liberdade diante do mundo que nos cerca e diante de nós mesmos.

Não somos uma existência lançada ao absurdo. Somos criaturas de Deus. Obra primeira de Deus. Uma obra de amor

Não existe homem que não seja convidado ou chamado por Deus a viver na liberdade, que possa conviver, servir a Deus através do relacionamento fraternal com os outros.

Você é uma vocação. Você é um chamado.
Encontramos na Bíblia muitos chamados feitos por Deus: Abraão, Moisés, os profetas... Em todas as escolhas, encontramos:
  • Deus chama diretamente, pela mediação de fatos e acontecimentos, ou pelas pessoas.
  • Deus toma a Iniciativa de chamar.
  • Escolhe livremente e permite total liberdade de resposta.
  • Deus chama em vista de uma missão de serviço ao povo.
Vocação é o encontro de duas liberdades:
  • a de Deus que chama
  • a do Homem que responde
Podemos fazer uma distinção entre os chamados: vocação à existência, vocação humana, vocação cristã e vocação especifica.
Foi o primeiro momento forte em que Deus manifestou todo o seu amor a cada um de nós. Deus nos amou e nos quis participantes de seu projeto de criação como coordenadores responsáveis por tudo o que existe. Fomos criados à imagem e semelhança de Deus. A vida é a grande vocação. Deus chama para a vida, e Jesus afirma que veio para que todos a tenham em abundância. (Jo 10,10) 
Vocação humana - Ser gente, ser pessoa

Foi nos dada a condição da "liberdade dos filhos de Deus", inteligência e vontade. Estabelecemos uma comunhão com o Criador e, nessa atitude dialogai, somos pessoas. A pessoa aprende a conviver, a dialogar, enfim, a se relacionar. Todos têm direitos e deveres recíprocos.
Infelizmente, a obra-prima do Criador anda muito desprezada: enquanto uns têm condições e oportunidades, outros vivem na miséria, sem condições básicas para ressaltar a dignidade com que foram constituídos. No mundo da exclusão acontece a "desumanização"'e pode-se perder a condição de pessoa humana. 

Vocação cristã - Vocação de filho, de batizado

Todo batizado recebeu a graça de fazer parte do povo eleito por Deus, de sua Igreja. Através da vocação cristã, somos chamados à santidade, vocação à perfeição, recebendo a mesma fé pela justiça de Deus. Fomos, portanto, eleitos e chamados pessoalmente por Cristo para ser, como cristãos, testemunhas e seguidores do Mestre Jesus. Chamados â fé pelo batismo, a pessoa humana foi qualificada de outra forma. Assim todos fazem parte do "reino de sacerdotes, profetas e reis". (1 Pd 2,9) 

Toda pessoa batizada tornou-se um seguidor de Cristo, participante de uma comunidade de fé que pode ser chamada para participar da obra de Deus, como membro de sua Igreja, seguindo caminhos diferentes: 

Vocação laical (no matrimônio /no celibato / solteiro - apóstolo)

l Assim todo cristão solteiro ou casado, batizado em Cristo, tornando-' se membro da sua Igreja, é convocado a ser apóstolo, anunciador do l Reino de Deus, exercendo funções temporais. O leigo vive na l secularidade e exerce sua missão insubstituível nos ofícios e trabalhos l deste mundo. O Concilio Vaticano II sublinhou que a vocação e a missão l do leigo "contribuem para a santificação do mundo, como fermento na \ massa'. (LG31)
Vocação ao ministério ordenado (diácono, padre e bispo)

É uma vocação de carisma particular, é graça, mas passa pela mediação da Igreja particular, pois as vocações são destinadas à Igreja. Acontece num acompanhamento sistemático, amadurecendo as motivações reais da opção. O ministro ordenado preside e coordena os serviços da comunidade. Por intermédio dos sacramentos, celebra a presença de Deus no meio do seu povo. O presbítero é enviado a pastorear e animar a comunidade. Ele é o bom pastor que guia, alimenta, defende e conhece as ovelhas. "Isto exige humanidade, caráter íntegro e maduro, virtudes morais sólidas e personalidade madura". (OT 11) 

Vocação à vida consagrada  (ser irmão religioso ou irmã religiosa / vida ativa ou contemplativa)

O religioso é chamado a testemunhar Cristo de uma maneira radical, vivendo uma consagração total nos votos de pobreza, castidade e obediência. Com a pobreza, vivem mais livres dos bens temporais, tornando-se disponíveis para Deus, para a Igreja e para os irmãos. Com a castidade, vivem o amor sem exclusividade, sendo sinal do mundo l futuro que há de vir. Com a obediência, imitam a Cristo obediente e fiel à vontade do Pai.
E você jovem já pensou e rezou diante de Deus para discernir qual chamado Deus te faz agora neste momento? É hora de parar e rever sua vida e correr atrás da meta que desejas alcançar.