Preparação para o DNJ


A Paróquia N.Srª da Conceição de Ferreiros prepara jovens para o DNJ. Na noite do dia 26 de outubro o Pe. Francisco Valdemar reúne jovens para um momento de espiritualidade. O Padre destacou a importância do jovem na caminhada e na vida da Igreja; onde os mesmos são chamados a ser sal e luz do mundo e fermento da sociedade. Este momento foi encerrado com a celebração da Santa Missa.
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Fotos: José Ronaldo

Arquidiocese de Olinda e Recife reúne multidão para dizer ‘Sim à Vida’


“Um grito profético em defesa da vida”. Assim, o arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido, descreve a Caminhada Sim à Vida. Realizada há seis anos na Orla de Boa Viagem (com concentração em frente ao Castelinho e seguindo até o 2º Jardim), a manifestação tem como objetivo denunciar as práticas que ameaçam a vida desde a sua concepção até o seu fim natural. O evento será no próximo domingo, 21, e é realizado pela arquidiocese, por meio da Comissão Arquidiocesana de Pastoral para a Vida e a Família. Em 2011, cerca de 150 mil pessoas encheram a avenida de alegria e esperança.

A caminhada sempre reuniu padres, religiosos e membros das 109 paróquias do território arquidiocesano. Além de contar com o apoio e participação de pessoas de outras religiões, mas que igualmente consideram a vida um dom supremo dado por Deus. Este ano, o “Sim à Vida” terá um caráter estadual. Bispos e delegações das nove dioceses que compõem a Província Eclesiástica de Olinda e Recife (Nazaré, Petrolina, Caruaru, Garanhuns, Floresta,  Palmares, Afogados da Ingazeira, Pesqueira e Salgueiro) já confirmaram presença.

Em abril deste ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou não ser crime o aborto de fetos que se desenvolvem sem cérebro ou parte dele. Em nota a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, lamentou a decisão: "Legalizar o aborto de fetos com anencefalia, erroneamente diagnosticados como mortos cerebrais, é descartar um ser humano frágil e indefeso. A ética que proíbe a eliminação de um ser humano inocente, não aceita exceções."

Segundo estimativas, com base em registros do Sistema Único de Saúde (SUS) de internações hospitalares causadas por abortos, ocorrem cerca de 1,5 milhões de abortos a cada ano. ‘É como se fosse eliminada totalmente a população de Porto Alegre, ou do Recife, ou de Campinas e Niterói juntas.’

O aborto é uma das inúmeras ameaças à vida, que preocupam Dom Fernando Saburido. “Diariamente, vemos ou somos informados de práticas contrárias à vida plena. Entre elas: o uso de drogas, extermínio de jovens, índios e negros. Não podemos cruzar os braços. Temos que agir e impedir que tais crimes se tornem banais e rotineiros”, enfatizou o arcebispo.

Outro caso preocupante é o número de jovens usuários de drogas. O Instituto Nacional de Pesquisa de Políticas Públicas do Álcool e Outras Drogas (Inpad) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) realizou pesquisa e revelou que ‘o Brasil é o maior mercado mundial do crack e o segundo maior de cocaína’. O levantamento divulgado no mês de setembro indica ainda que país é responsável por 20% do consumo mundial do crack.

O presidente da Comissão Arquidiocesana de Pastoral para a Vida e a Família, frei Dennys Pimentel, coordena as ações da caminhada. O religioso acredita que só Deus pode determinar o início e o fim da vida. “Deus colocou em nossas mãos a tarefa de cuidar da criação e não de decidir quem deve morrer ou o que deve ser extinto”, disse.

Comemoração - A presidenta Dilma Rousseff sancionou no dia 16 de maio de 2012 a Lei Nº 12.647, que institui o Dia Nacional de Valorização da Família a ser comemorado, anualmente, no dia 21 de outubro, em todo o território nacional.  O Sim à Vida será um grande evento da Arquidiocese de Olinda e Recife celebrativo e em prol da vida e da família.

6ª Caminhada Arquidiocesana Sim à Vida
Local: Avenida Boa Viagem (em frente ao Castelinho)
Dia: 21 de outubro de 2012
Horário: 8h (Concentração)
             9h (Saída)

Fonte: Pascom da Arquidiocese de Olinda e Recife

Igreja, Corpo Místico de Cristo, Esposa Mística de Cristo

"A verdadeira força da Igreja está em ser o Corpo Místico de Nosso Senhor Jesus Cristo" diz Plinio Corrêa de Oliveira (2002a: 147) no seu famoso ensaio 'Revolução e Contra-Revolução' ". Efetivamente, como ele acrescenta logo depois, não se explicaria a supervivência bimilenar desta instituição no meio da tantas perseguições, contrariedades e mesmo falhas de seus membros.

"Alios ego vidi ventos; alias prospexi animo procellas"[1], poderia Ela dizer ufana e tranquila em meio às tormentas por que passa hoje. A Igreja já lutou em outras terras, com adversários oriundos de outras gentes, e por certo enfrentará ainda, até o fim dos tempos, problemas e inimigos bem diversos dos de hoje. (CORRÊA DE OLIVEIRA, 2002a, 145).

Esta misteriosa comparação da Igreja com um corpo é extraída das epístolas de São Paulo e seu principal desenvolvimento dá-se na Primeira Epístola aos Coríntios:

Porque, como o corpo é um todo tendo muitos membros, e todos os membros do corpo, embora muitos, formam um só corpo, assim também é Cristo. Em um só Espírito fomos batizados todos nós, para formar um só corpo, judeus ou gregos, escravos ou livres; e todos fomos impregnados do mesmo Espírito. Assim o corpo não consiste em um só membro, mas em muitos. Se o pé dissesse: "Eu não sou a mão; por isso, não sou do corpo", acaso deixaria ele de ser do corpo? E se a orelha dissesse: "Eu não sou o olho; por isso, não sou do corpo", deixaria ela de ser do corpo? Se o corpo todo fosse olho, onde estaria o ouvido? Se fosse todo ouvido, onde estaria o olfato? Mas Deus dispôs no corpo cada um dos membros como lhe aprouve. Se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo? Há, pois, muitos membros, mas um só corpo. O olho não pode dizer à mão: "Eu não preciso de ti"; nem a cabeça aos pés: "Não necessito de vós". Antes, pelo contrário, os membros do corpo que parecem os mais fracos, são os mais necessários. E os membros do corpo que temos por menos honrosos, a esses cobrimos com mais decoro. Os que em nós são menos decentes, recatamo-los com maior empenho, ao passo que os membros decentes não reclamam tal cuidado. Deus dispôs o corpo de tal modo que deu maior honra aos membros que não a têm, para que não haja dissensões no corpo e que os membros tenham o mesmo cuidado uns para com os outros. Se um membro sofre, todos os membros padecem com ele; e se um membro é tratado com carinho, todos os outros se congratulam por ele. Ora, vós sois o corpo de Cristo e cada um, de sua parte, é um dos seus membros". (1Cor 12, 12-27)[2].

Mas, além disto, a referência a este mistério é uma constante nos seus escritos. Sirvam como exemplos as seguintes citações: "Ele [Jesus Cristo] é a Cabeça do corpo que é a Igreja" (Cl 1, 18); "O que falta às tribulações de Cristo, completo na minha carne, por seu corpo que é a Igreja" (Cl 1, 24); "O constituiu chefe supremo da Igreja, que é o seu corpo" (Ef 1, 22-23); "A uns ele constituiu apóstolos; a outros, profetas; a outros, evangelistas, pastores, doutores, para o aperfeiçoamento dos cristãos, para o desempenho da tarefa que visa à construção do corpo de Cristo" (Ef 4, 11-12); "Cristo é o chefe da Igreja, seu corpo, da qual ele é o Salvador (Ef 5, 23); "como Cristo faz à sua Igreja, porque somos membros de seu corpo" (Ef 5, 29).
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Já desde os primeiros tempos do Cristianismo o conceito de Corpo Místico de Cristo foi objeto de comentário e desenvolvimento pelos Padres da Igreja. Santo Agostinho (apud CIC, 795), por exemplo, assim se referia a ele:

Congratulemo-nos, pois, e demos graças pelo fato de nos termos tornado não apenas cristãos, mas o próprio Cristo. Estais compreendendo, irmãos, a graça que Deus nos fez, dando-nos Cristo por Cabeça? Admirai e alegrai-vos: nós tornamo-nos Cristo. Com efeito, uma vez que Ele é a Cabeça e nós os membros, o homem completo é Ele e nós [...]. A plenitude de Cristo é, portanto, a Cabeça e os membros. Que quer dizer: a Cabeça e os membros? Cristo e a Igreja.

Também São Tomás na Suma (III, q. 48, a. 2, ad 1) usou já no século XII a expressão Corpo Místico: "Cabeça e membros são, por assim dizer, uma só e mesma pessoa mística".

Como assinala Bover (1967: 484, tradução nossa) no seu estudo sobre a teologia de São Paulo, na introdução ao capítulo em que se estende sobre o tema, "o Corpo Místico de Cristo é, a maneira do corpo humano, um organismo espiritual que, unido a Cristo como a sua cabeça, vive a vida mesma de Cristo, animado pelo Espírito de Cristo"[3]. E acrescenta ainda no fim do mesmo: "Esta luz [...] ilumina a Igreja, que se mostra aos nossos olhos mais divina[4]" (BOVER, 1967: 531). De fato, é consequência evidente de tudo isto - e que nos interessa para nosso estudo - que os atos da Igreja oficial são atos do próprio Cristo, o que os valoriza sem medida como assinala Pio XII (Encíclica Mystici Corporis, 91): "É preciso que nos acostumemos a ver na Igreja o próprio Cristo. Pois que é Cristo que vive na sua Igreja, por ela ensina, governa e santifica".

A Igreja é também Esposa Mística de Cristo. Esta doutrina tem uma intima ligação com a do Corpo Místico. Efetivamente, "de todas as relações entre os homens [...] nenhuma prende de maneira mais forte do que o vínculo do Matrimônio [...] [e Deus quis assim] dar uma imagem dar uma imagem de Sua íntima e estreita união com a Igreja, de Seu imenso amor para conosco" (CATECISMO ROMANO, 1962: 333). Por isso, como nos ensina sinteticamente o Catecismo (796):

A unidade de Cristo e da Igreja, Cabeça e membros do Corpo, implica também a distinção entre ambos, numa relação pessoal. Este aspecto é, muitas vezes, expresso pela imagem do esposo e da esposa. O tema de Cristo Esposo da Igreja foi preparado pelos profetas e anunciado por João Batista. O próprio Senhor Se designou como "o Esposo" (Mc 2, 19). E o Apóstolo apresenta a Igreja e cada fiel, membro do seu Corpo, como uma esposa "desposada" com Cristo Senhor, para formar com Ele um só Espírito. Ela é a Esposa imaculada do Cordeiro imaculado que Cristo amou, pela qual Se entregou "para a santificar" (Ef 5, 26), que associou a Si por uma aliança eterna, e à qual não cessa de prestar cuidados como ao Seu próprio Corpo.

E conclui Santo Agostinho (apud CIC, 796):

Eis o Cristo total, Cabeça e Corpo, um só, formado de muitos [...]. Quer seja a Cabeça que fale, quer sejam os membros, é Cristo que fala: fala desempenhando o papel de Cabeça (ex persona capitis), ou, então, desempenhando o papel do Corpo (ex persona corporis). Conforme ao que está escrito: "Serão os dois uma só carne. É esse um grande mistério; digo-o em relação a Cristo e à Igreja" (Ef 5, 31-32). E o próprio Senhor diz no Evangelho: "Já não são dois, mas uma só carne" (Mt 19, 6). Como vedes, temos, de algum modo, duas pessoas diferentes; no entanto, tornam-se uma só na união esponsal [...] "Diz-se 'Esposo' enquanto Cabeça e 'esposa' enquanto Corpo".

Efetivamente o matrimonio entre o homem e a mulher não é senão "um mistério, quer dizer um sinal sagrado daquele vínculo sacratíssimo que une Cristo Nosso Senhor à Igreja" (CATECISMO ROMANO, 1962: 333).

Assim, devemos considerar o matrimônio sacramental como um símbolo desta sublime união, e não o contrário, pois o mais alto é o esponsal de Cristo com a Igreja, simbolizado na união matrimonial natural elevada à categoria de sacramento, como assevera Sertillanges (1946: 268-269, tradução nossa):

São Paulo nos diz que [o matrimônio] significa a união de Cristo com a Igreja, e que, em consequência, tende, quanto nele está, a garantir os efeitos desta união e a causa disto é um grande sacramento. [...] Há nele um símbolo, posto que a doação recíproca dos esposos com objeto de formar uma vida completa é a imagem da união, mais ampla, de toda a humanidade com seu Redentor.[5]

Esta eloquente aplicação da referida figura nos pode fazer bem entender o valor dos atos da Igreja e quanto têm de aceitável e agradável à Divina Majestade como os de uma esposa amantíssima e perfeita (RAMIREZ, 1973: 1139).


[1]Cícero, Familiares, 12, 25, 5: "Vi outros ventos e lutei contra outras tempestades" (Tradução nossa)

[2]A fim de seguir o critério habitual usado nos trabalhos de pesquisa teológica para citação das Sagradas Escrituras, colocaremos apenas a sigla do livro bíblico citado seguida do capítulo e do/s versículo/s (Ex. Mc 1, 35-36). A Bíblia Sagrada usada para tal é a que consta nas referências bibliográficas, a não ser que seja uma citação bíblica dentro duma outra citação, caso no qual seguiremos evidentemente a mesma. Este critério foi seguido também pela anterior turma de Teologia deste centro.

[3]Texto original em espanhol: "El Cuerpo Místico de Cristo es, a manera del cuerpo humano, un organismo spiritual que, unido a Cristo como a su cabeza, vive la vida misma de Cristo, animado por el Espíritu de Cristo"

[4]Texto original em espanhol: "Esta luz [...] ilumina la Iglesia, que se muestra a nuestros ojos más divina"

[5]Texto original em espanhol: "San Pablo nos dice que significa la unión de Cristo con la Iglesia, y que, por consiguiente, tiende, cuanto en él está, a asegurar los efectos de esta unión y que a causa de esto, es una gran sacramento. [...] Hay en él un símbolo, puesto que la donación recíproca de los esposos con objeto de formar una vida completa es la imagen de la unión, más vasta, de toda la humanidad con su Redentor".

Celebração dos 16 anos de vida sacerdotal do Pe. Valdemar


16 anos de vida consagrada a Deus




“É belo ser Sacerdote – 
É tão belo, mas tão belo, que São João Maria Vianney, padroeiro universal dos Sacerdotes, escreveu:  “Se o Sacerdote descobrisse a beleza e a grandeza do que ele é, não iria conseguir sobreviver”. E dizia ainda: “ O Sacerdote é o amor do Coração de Jesus. Quando virdes o Padre, pensai em Nosso Senhor Jesus Cristo.” E como nós não descobrimos ainda, somos mais de 415 mil Sacerdotes no mundo, mais de 22 mil no Brasil, que continuamos a chamar, por ordem do Senhor, mais operários para a messe!
A beleza e a realidade de sermos outros Cristos no meio do mundo, fazendo o mesmo que Ele fazia e faz, nos impulsiona e nos motiva a viver cada dia o mesmo e único Sacerdócio de Jesus.
Quando, na hora da consagração, na Missa, torno presente as palavras de Jesus, tremo em pensar ao dizer:“ Isto é o meu Corpo. Isto é o meu Sangue”. Ele se faz um comigo e eu me faço um com Ele! Não por meus méritos e nem pelo mérito de todos os sacerdotes do mundo, mas por vontade exclusiva e salvífica DELE.
A beleza consiste na grandeza do Deus Amoroso que escolhe homens, frágeis, pecadores, para continuar a presença de Seu Filho no mundo. Poderia ter escolhido anjos, que não pecaram e não pecam, mas estes não saberiam entender a miséria humana. Escolhe homens, frágeis, repito, para entender e perdoar, em nome do Amor Misericordioso, todos os que o buscam.
Quando vejo o povo, principalmente os mais idosos e doentes, beijar as mãos do padre, com emoção eu penso: “ pode ser que sejam as únicas mãos que eles podem ainda beijar”. E beijam não as mãos de um homem, mas as mãos do homem que se faz Jesus para eles.
Vale à pena continuar? – Claro que sim! Sempre! – Outros Cristos na terra.
Continuemos a rezar por todos os nossos Sacerdotes, principalmente por aqueles que são mais frágeis, vasos de barro quase se quebrando ou já quebrados, para que a Divina Misericórdia os auxilie e sejam realmente aquilo para o qual foram chamados: “ Sacerdotes para sempre!” (Pe. Caetano Rizzi- Diocese de Santos- SP).
Louvo a Deus pelos meus 16 anos de vida sacerdotal totalmente entregue ao Altar de Deus e ao seu povo.