Livro Hora da Família


HORA DA FAMÍLIA 2013 - Comunicado 1
Chegou a Hora da Família 2013!

Preparado pela Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família/CNBB, o subsídio quer oferecer encontros e celebrações para a família brasileira.

A Comissão convida a todas as famílias, que anunciam a beleza de ser família e que acreditam nela como lugar privilegiado para amar e ser amado, que adquirem esse livreto que ajudará as nossas famílias a serem cada vez mais parecidas com a Sagrada Família.

A nossa Hora da Família 2013 propõe motivar momentos, evangelizadores para que os membros das famílias possam “redescobrir o caminho da fé para fazer brilhar, com evidência sempre maior, a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo” (Porta Fidei, 2), para incentivar a implantação da Associação de Famílias como importante recurso para a promoção da família, e por fim, proporcionar uma ocasião especial para que os membros das famílias assumam no ambiente doméstico a missão da transmissão da fé.

No ano da fé e em sintonia com a Jornada Mundial da Juventude, este subsídio colabora com as famílias no compromisso de Evangelizar com renovado ardor missionário, propondo para isso como tema de reflexão e ação “A TRANSMISSÃO E EDUCAÇÃO DA FÉ CRISTÃ NA FAMÍLIA ”, em especial, na missão própria e insubstituível dos pais em transmitir e educar os seus filhos na fé.

A ação evangelizadora da Pastoral Familiar propõe que a Semana Nacional da Família 2013 seja um dos preciosos momentos para promover encontros e celebrações evangelizadoras, com o propósito de motivar e capacitar os membros das famílias católicas, os agentes da Pastoral Familiar, ao valor único e próprio da família; e procurar, como Igreja doméstica querida por Deus Pai, realizada por Jesus Cristo e assistida pelo Espírito Santo, a responderem aos desafios apresentados no Diretório da Pastoral Familiar (2004). Que Jesus, Maria e José, modelo de família, nos acompanhe nesta preciosa missão.

Não deixe a sua família fora desse momento de evangelização. Eu Participo!
A Hora da Família 2013 custa R$ 3,00 e você poderá comprar na Pastoral Familiar da sua Paróquia, Diocese ou Regional. 

Papa Francisco: são muitos os mártires na Igreja vítimas de calúnia, um ato que vem de Satanás



"A calúnia destrói a obra de Deus nas pessoas." Foi o que afirmou o Papa Francisco na homilia da missa presidida na manhã desta segunda-feira na capela da Casa Santa Marta, no Vaticano, da qual participaram, entre outros, os funcionários do Serviço telefônico vaticano e do Setor internet vaticano.
O Santo Padre convidou a rezar pelos muitos mártires que hoje são falsamente acusados, perseguidos e assassinados por ódio à fé.
Estevão, o primeiro mártir da Igreja, é uma vítima da calúnia. E a calúnia é pior do que um pecado: a calúnia é uma expressão direta de Satanás.
O Papa não usou meios termos para estigmatizar um dos mais desprezíveis comportamentos humanos. A leitura dos Atos dos Apóstolos apresenta Estevão, um dos diáconos escolhidos pelos Apóstolos, que é levado ao Sinédrio por causa de seu testemunho do Evangelho, acompanhado de sinais extraordinários.
E diante do Sinédrio – lê-se no texto – aparecem "falsas testemunhas" que acusaram Estevão.
Francisco foi incisivo sobre este ponto: porque – observou – "não bastava o combate honesto, a contenda entre homens de bem", os inimigos de Estevão embocaram "o caminho da luta suja, a calúnia":
"Todos nós somos pecadores: todos. Temos pecados. Mas a calúnia é outra coisa. É claro que é um pecado, mas é outra coisa. A calúnia quer destruir a obra de Deus; a calúnia nasce de uma coisa intrinsecamente ruim: nasce do ódio. E quem faz o ódio é Satanás. A calúnia destrói a obra de Deus nas pessoas, nas almas. A calúnia utiliza a mentira para seguir adiante. E não duvidemos: onde há calúnia está Satanás, ele mesmo."
Em seguida, o Papa passou da atenção para o comportamento dos acusadores para a atenção ao comportamento do acusado. Estevão, observou, não retribuiu a mentira com a mentira, "não quis seguir por aquele caminho para salvar-se. Ele olhou para o Senhor e obedeceu à lei", permanecendo na paz e na verdade de Cristo. E é o que "acontece na história da Igreja" – reiterou –, porque do primeiro mártir até hoje são numerosos os exemplos de quem testemunhou o Evangelho com extrema coragem:
"Mas o tempo dos mártires não acabou: também hoje podemos dizer, na verdade, que a Igreja tem mais mártires do que no tempo dos primeiros séculos. A Igreja tem muitos homens e mulheres que são caluniados, que são perseguidos, que são assassinados por ódio a Jesus, por ódio à fé: um é assassinado porque ensina catecismo, outro porque carrega a cruz... Hoje, em muitos países, os caluniam, os perseguem... são irmãos e irmãs nossos que hoje sofrem, neste tempo de mártires."
O nosso tempo – repetiu o Papa Francisco – "é uma época com mais mártires do que nos primeiros séculos". E uma época de "muitas turbulências espirituais" trouxe à mente do Pontífice a imagem de um antigo ícone russo: o ícone de Nossa Senhora que com o seu manto cobre o povo de Deus:
"Peçamos à Virgem Maria que nos proteja, e nos tempos de turbulência espiritual o lugar mais seguro é sob o manto de Nossa Senhora. É a mãe que cuida da Igreja. E neste tempo de mártires é ela, de certo modo, a protagonista da proteção. É a mãe. (...) Digamos a ela com fé: 'A Igreja está sob a tua proteção, ó mãe. Cuida da Igreja'."

Cardeais brasileiros são homenageados durante cerimônia



Em agradecimento aos cinco cardeais do Brasil que participaram do último Conclave que elegeu o Papa Francisco, a TV Canção Nova organizou uma cerimônia de homenagens, no domingo, 14 de abril. Na solenidade realizada na sede da comunidade, em Cachoeira Paulista (SP), os cardeais dom Cláudio Hummes, OFM, dom Geraldo Majella Agnelo, dom Odilo Pedro Scherer receberam uma pequena estatueta com a imagem de São Pedro, primeiro Papa da Igreja Católica, como forma de expressar a importante contribuição destes membros do Colégio Cardinalício na escolha do Sumo Pontífice e na missão da Igreja no Brasil. O cardeal João Braz de Aviz, que está em atividades em Roma, também foi lembrado entre os homenageados.
Anualmente, durante a Assembleia Geral da CNBB, os bispos são convidados para uma recepção na Canção Nova que oferece, gentilmente, um jantar ao episcopado, padres e colaboradores da Conferência. Na ocasião, o fundador da comunidade, Monsenhor Jonas Abib manifestou profundo agradecimento aos bispos pela visita e disse que a Canção Nova “está a serviço da Igreja do Brasil e a todos os seus pastores na obediência”. A cerimônia contou com a presença do Núncio Apostólico no Brasil, dom Giovanni D´Aniello e do bispo de Lorena, dom Benedito Beni dos Santos, entre outras autoridades. O presidente da CNBB, dom Raymundo Damasceno Assis deixou uma palavra de gratidão aos membros da comunidade Canção Nova pelo empenho no trabalho de evangelização através dos meios de comunicação.

"Em Missa Solene, episcopado brasileiro reza pelos bispos eméritos"


Os bispos do Brasil participaram na manhã desta sexta-feira, 12 de abril, da Celebração Eucarística, às7h30, no Altar Central, do Santuário Nacional.
A celebração deste terceiro dia da 51ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) foi em Ação de Graças pelos bispos eméritos da Igreja no Brasil.
A missa foi presidida pelo cardeal dom Geraldo Magela Agnelo, arcebispo emérito da arquidiocese de São Salvador da Bahia.
Em sua homilia, dom Geraldo Magela destacou o questionamento de Jesus para Filipe: ‘Onde vamos comprar pão para que eles possam comer?’
Jesus disso para colocá-lo à prova, pois ele mesmo sabia muito bem o que ia fazer. O Cardeal ressaltou que esta passagem lembra a pergunta de Moisés a Javé. “De fato, Jesus põe a disposição a sua intervenção”, afirmou.
Aos fiéis presentes no Santuário Nacional, dom Geraldo explicou que Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os e fez o mesmo com os peixes. Quando todos ficaram satisfeitos, Jesus disse aos discípulos: ‘Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca’.
“A nossa pequena obra vem multiplicada. O pão que Jesus oferece é sinal de eternidade. Deve-se a fé, a olhar o Pai através de Jesus. Na economia da salvação tudo tem valor. Reconhecemos em Jesus, o Messias. Como este pão partido e recolhido tornou-se uma coisa só, assim se recolha a tua Igreja nos confins da Terra”, acrescentou.
Finalizando sua reflexão, dom Geraldo Magela Agnelo pediu a intercessão de Nossa Senhora Aparecida pelos bispos eméritos. “Te agradecemos Pai por habitar em nossos corações e pela nossa fé. Pedimos de modo particular pela nossa Igreja que vem da fraternidade. Que Maria, mãe de Jesus e nossa mãe esteja sempre conosco”, concluiu.

“A urgência das urgências é evangelizar”, acredita o cardeal Odilo Scherer


Muitos são os desafios para a Igreja no Brasil, entre eles está à necessidade da revitalização das paróquias. Essa é a proposta da 51ª Assembleia Geral dos Bispos da CNBB se volta ao tema central que este ano trata de “Comunidade de comunidades: uma nova paróquia”, onde os bispos brasileiros estão empenhados em refletir sobre a vida das paróquias. O arcebispo metropolitano de São Paulo, cardeal dom Odilo Pedro Scherer observa que “a Igreja sempre precisa de renovação, pois é um organismo vivo, senão ela morre”. Para o cardeal, renovar as paróquias é “tirar delas suas potencialidades para que não sejam apenas estruturas burocráticas, mas comunidades vivas com um espírito novo e dinâmico”.
Diante das necessidades que se apresentam para a Igreja do Brasil, o arcebispo acredita que “a urgência das urgências é evangelizar”. E, para que essa renovação ocorre na estrutura a Igreja precisa se “adequar para bem evangelizar, utilizando bem todos os meios e ocasiões”. Segundo o cardeal, a 51ª Assembleia Geral se realiza em clima diferente após a realização do Conclave que elegeu Papa Francisco. E, desejou que “a vida da Igreja se renove”, com a chegada do novo pontífice, pois “a Igreja existe para evangelizar”. Ele relembra que a nova evangelização está na linha da preocupação da Igreja, que tem buscado se orientar nas reflexões e caminhos sugeridos pela Conferência de Aparecida, realizada em 2007. Para dom Odilo, a missão a Assembleia Geral é acompanhar e motivar a vida e missão da Igreja no Brasil, em comunhão com o Papa.
Igreja missionária
Sobre as especulações da possível perda de fieis por parte do catolicismo, o cardeal dom Odilo analisa que a Igreja não está indiferente a esse fato, mas tem buscado estar mais próxima da sociedade. “Quando um católico deixa de ser católico, não ficamos indiferentes. Isso preocupa a Igreja, mas não temos soluções mágicas. Não podemos estar ocupados com uma pastoral de manutenção e conservação, mas com uma Igreja efetivamente missionária”, disse. Por outro lado, o arcebispo observa que “não só a Igreja católica perde fiel. É um fenônemo cultural, onde existe uma mobilidade de valores e outras várias razões que levaram as pessoas a fazerem novas escolhas”.
O arcebispo aponta a presença de um fenômeno da migração religiosa, onde as pessoas estão à procura de religiões que oferecem propostas mais interessantes, “com menos comprometimento, ligado a cultura do relativismo”, de acordo com o interesse subjetivo de cada indivíduo. Mediante a essa fator cultural, o cardeal Odilo explica que o objetivo principal da Assembleia Geral é buscar a renovação das paróquias. “Nós estamos ocupados em refletir sobre as paróquias. Queremos renovar a estrutura da paróquia quanto a sua funcionalidade para que seja expressão viva e dinâmica”. Para que essa renovação, de fato, aconteça, o cardeal dom Odilo aconselha: “Sermos honestos no modo de evangelizar, apresentando a proposta do evangelho sem instrumentalizar a religião. Isso demanda tempo, paciência e perseverança”.

51ª Assembleia Geral: balanço do início do trabalho dos bispos


Na tarde desta quarta-feira, 10 de abril, foi realizada a primeira entrevista coletiva com o balanço do início dos trabalhos da 51ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, em Aparecida (SP). Coordenada pelo Porta-Voz do evento, dom Dimas Lara Barbosa, atenderam a imprensa o arcebispo de São Paulo (SP), cardeal Odilo Pedro Scherer; o bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG), dom Joaquim Mol; e o bispo de Caçador (SC), dom Severino Clasen.
O Porta-Voz iniciou recordando aos jornalistas o tema central da Assembleia Geral: “Comunidade de Comunidades: a nova paróquia”, bem como os temas prioritários: o Diretório de Comunicação para orientar a pastoral da Igreja neste campo, e a aprovação de um texto sobre a Questão Agrária no país. “A Assembleia é uma ocasião de tomar consciência do processo em que as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora, aprovadas há dois anos pelos bispos, são colocadas em prática”, explicou dom Dimas.
O Cardeal Odilo Scherer destacou que o encontro do episcopado brasileiro segue o clima de novidade que a Igreja vive por conta da eleição do Papa Francisco. “Há um clima de novidade no ar, por conta da eleição do novo Papa, que está imprimindo um novo ritmo no exercício do pontificado. Até porque, um papa não é igual a outro, e é bom que seja assim”, afirmou. O cardeal enfatizou a relevância do tema central, e destacou que em relação à queda do número dos católicos, apresentada nos números do Censo 2010, preocupa os bispos, mas não existem soluções mágicas. “É necessária uma verdadeira conversão pastoral para que possamos ir ao encontro das pessoas. Não é somente a Igreja Católica que perde fiéis. A nossa urgência é evangelizar, e temos que nos adequar para bem evangelizar”.
Esta adequação da estrutura da Igreja aos novos tempos exige uma aproximação dos pobres, como lembra dom Mol. “É algo muito importante, e é uma escolha que o próprio Jesus faz: o caminho da vida simples que conduz para o Pai. Todos os papas tem tocado neste tema de uma Igreja pobre e para os pobres, e isso está presente também na reflexão dos bispos nesta Assembleia”. Dom Mol destacou a preocupação dos bispos com a evangelização dos católicos “não praticantes”. “Há um texto que está sendo analisado pelos bispos. Mas em todo processo de evangelização, seja para os batizados, praticantes ou não, ou mesmo os novos membros, o mais importante é a experiência com a pessoa de Jesus Cristo. E é isso que deve ser promovido”.
Também quanto ao tema central da Assembleia Geral, dom Severino Clasen destacou a importância das comunidades cristãs como lugar de convivência fraterna. “As pessoas precisam de calor humano. Nós hoje temos facilidade de nos encontrar com as outras pessoas, através das redes sociais, mas falta-nos o calor do coração, da proximidade, e está aí a diferença”.
Encontro de Universitários Católicos
Dom Joaquim Mol também respondeu aos jornalistas sobre o Congresso Mundial das Universidades Católicas, que será realizado em Belo Horizonte (MG), entre os dias 18 e 21 de julho próximo. “O evento antecede a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro (RJ), e gostaríamos de ter a presença do Papa Francisco apresentando a sua mensagem ao final do evento aos participantes. Porém, o assunto ainda está sendo discutido”.

Presidente da CNBB saúda participantes da Assembleia Geral em cerimônia oficial de abertura do encontro


Depois da missa que marcou o início da 51ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), aconteceu no plenário do Centro de Eventos Padre Vítor Coelho de Almeida a cerimônia de abertura solene do encontro.
A cerimônia, realizada na manhã desta quarta-feira, 10 de abril, contou com a presença do prefeito de Aparecida (SP), Márcio Siqueira;  o vice-presidente da CNBB, dom José Belisário; o Núncio Apostólico, dom Giovanni D’ Aniello; o presidente  da CNBB, dom Damasceno; o secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner; reitor do Santuário Nacional, padre Domingos Sávio e demais arcebispos e bispos participantes da Assembleia.
O cardeal arcebispo de Aparecida e presidente da CNBB, Dom Raymundo Damasceno, fez a saudação abrindo Assembleia Geral e acolheu ao Núncio Apostólico, Dom Giovanni D’Aniello, ao Mons. Gianluca Perici, primeiro secretário da Nunciatura.
Dom Damasceno saudou também todos os membros da CNBB, os cardeais, arcebispos, bispos, administradores diocesanos; os arcebispos e bispos eméritos, assessores e assessoras da CNBB e ao reitor e funcionários do Santuário que colaboram com a Assembleia.
“No começo de todos os nossos trabalhos, esse ato solene – pelo qual nos associamos à oração de Nosso Senhor - manifesta nossa convicção de que acima de tudo e no princípio de todas as nossas ações, está o amor de Deus”, afirmou Dom Damasceno.
O cardeal destacou que este acontecimento anual, aguardado por todos com alegre expectativa, é uma experiência de partilha fraterna, oração, estudo e reflexão, que fortalece a comunhão dos bispos entre si e com o sucessor de Pedro, para melhor servir as Igrejas particulares.
Sobre o tema central da Assembleia “Comunidade de comunidades: uma nova Paróquia”, dom Damasceno afirmou que a atenção da Conferência volta para essa mais que milenar instituição, na qual se desenvolve o dia a dia da vida da quase totalidade dos católicos. À luz da Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, que se realizou aqui em Aparecida, no ano de 2007, aprofundaremos a reflexão a respeito das implicações da “conversão pastoral”.
“Promover cada vez mais a vida comunitária em nossas paróquias e seu dinamismo missionário é o desafio que se nos apresenta nesta hora. Para isso, nós precisamos ter a coragem de fazer as modificações necessárias nas estruturas paroquiais, tomando como pontos de referência fundamentais: Jesus Cristo e seu estilo de atuação, os desafios e sinais dos tempos atuais e a rica história da Paróquia”, afirmou.
Dom Damasceno afirmou que hoje os bispos discutem o projeto do Diretório para a Comunicação da Igreja no Brasil. O projeto que nos é apresentado é fruto de reflexão e de diálogo, no qual têm tomado parte leigos, diáconos, presbíteros e bispos. Ele é fruto ainda da colaboração de pesquisadores e intelectuais.
“Colocamo-nos diante de um aspecto importante da missão da Igreja em uma sociedade influenciada fortemente pelas comunicações sociais. A questão agrária no Brasil ocupará uma vez mais a atenção de nossa Conferência. Historicamente, este é um tema ao qual temos voltado repetidas vezes”.
Para dom Damasceno neste momento da história da Nação, essa questão assume contornos muito peculiares que importa conhecermos bem.
“É nossa intenção contribuir para a reflexão hodierna sobre a questão agrária e para a superação dos problemas e dos conflitos que aí existem há muito tempo e que hoje assumem características ainda mais graves e urgentes”.
Dom Raymundo falou também com especial atenção sobre a Jornada Mundial da Juventude, que acontecerá em julho no Rio de Janeiro.
“A etapa final da preparação para a Jornada pede de nós que intensifiquemos as orações e os trabalhos, para que a Juventude mundial que aqui virá, ou que nos acompanhará pelos meios de comunicação, tenha uma oportunidade singular de encontro com Cristo e com a Igreja. Ainda mais, a realização da Jornada Mundial da Juventude nos dará a oportunidade de receber o Papa Francisco, o primeiro Papa latino-americano a nos visitar”.
Diversos outros temas e atividades estão em programa da Assembleia, como o Retiro, comunicações do Secretariado Geral e das Comissões Episcopais de Pastoral e dos Grupos de Trabalho, o encontro das Comissões Episcopais de Pastoral com os Bispos Referenciais dos Regionais, comunicado sobre a 13ª Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos, o lançamento de uma nova versão, comentada, do Código de Direito Canônico – na comemoração dos 30 anos de sua promulgação, o lançamento de uma edição revisada do Catecismo da Igreja Católica, e diversos outros temas.
“Esta Assembleia Geral se realiza no contexto do Ano da Fé – que vai até a festa de Cristo Rei deste ano (24 de novembro) – e do cinquentenário do Concílio Ecumênico Vaticano II. O Ano da Fé foi querido por Bento XVI, agora Bispo Emérito de Roma, para avivar em todos nós a consciência da centralidade da fé na vida da Igreja e para redespertar o entusiasmo de evangelizar”, finalizou o cardeal.

Papa Francisco encontrou-se com Ban Ki-Moon, Secretário-Geral da ONU

O Santo Padre recebeu em audiência nesta terça-feira de manhã o Secretário Geral da Organização das Nações Unidos, Ban Ki-moon, que sucessivamente se encontrou também com o Cardeal Tarcísio Bertone, Secretário de Estado, que se encontrava acompanhado do subsecretário do Vaticano para as relações com os Estados, Mons. Antoine Camilleri. 

Como se informa em comunicado oficial, “o encontro, que se coloca na tradição das audiências concedidas pelos pontífices aos vários Secretários Gerais das Nações Unidas, ao longo dos tempos, quer exprimir o apreço que a Santa Sé nutre pelo papel central da Organização, na preservação da paz no mundo, na promoção do bem comum da humanidade e na defesa dos direitos fundamentais do homem”.

“Nos colóquios, cordiais (prossegue o texto), foram abordados temas de interesse recíproco, em especial sobre situações de conflito e de grave emergência humanitária, sobretudo na Síria, e outras – como a da península coreana e no continente africano – onde se encontram ameaçadas a paz e a estabilidade. 

Fez-se também referência ao problema do tráfico de pessoas, em especial das mulheres, e às questões dos refugiados e dos migrantes. O Secretário Geral da ONU, que iniciou recentemente o seu segundo mandato no carto, expôs o seu programa para os próximos cinco anos, centrado nomeadamente na prevenção dos conflitos, na solidariedade internacional e no desenvolvimento económico équo e sustentável 

Papa Francisco, por sua vez, recordou também o contributo da Igreja Católica, a partir da sua identidade e com os meios que lhe são próprios, a favor da dignidade humana integral e para a promoção de uma Cultura do Encontro que concorra para os mais altos fins institucionais da Organização”.

"Lutar contra a pobreza, tanto material como espiritual" - Papa Francisco ao Corpo Diplomático acreditado na Santa Sé

Esta manhã foi recebido pelo Papa Francisco o Corpo Diplomático acreditado na Santa Sé. No seu discurso o Papa agradeceu a numerosa presença de embaixadores, sinal de que são países que mantêm profícuas relações com a Santa Sé. É isso que o Papa pretende continuar desempenhando o seu ministério petrino desejando o bem de cada ser humano que vive na Terra. E não deixou de esclarecer a escolha do seu nome:

"Como sabeis, há vários motivos que, ao escolher o meu nome, me levaram a pensar em Francisco de Assis, uma figura bem conhecida mesmo além das fronteiras da Itália e da Europa, inclusive entre os que não professam a fé católica. Um dos primeiros é o amor que Francisco tinha pelos pobres. Ainda há tantos pobres no mundo! E tanto sofrimento passam estas pessoas! A exemplo de Francisco de Assis, a Igreja tem procurado, sempre e em todos os cantos da terra, cuidar e defender quem passa indigência e penso que podereis constatar, em muitos dos vossos países, a obra generosa dos cristãos que se empenham na ajuda aos doentes, aos órfãos, aos sem-abrigo e a quantos são marginalizados, e deste modo trabalham para construir sociedades mais humanas e mais justas."

Aludiu de seguida à pobreza espiritual, citando o Papa Emérito Bento XVI no seu célebre conceito de “ditadura do relativismo”, que deixa um pouco cada um como medida de si mesmo. Isto, disse o Papa, pode ser um entrave para a construção da paz. Desta forma, o Papa apelou-se à sua qualidade de Pontífice, ou seja, criador de pontes para, assim, colocar-se ao serviço do diálogo, nomeadamente entre as várias religiões, tendo citado a urgência do diálogo com o Islão. Em suma, o Papa Francisco pretende lutar contra a pobreza, contra toda a pobreza:

"Lutar contra a pobreza, tanto material como espiritual, edificar a paz e construir pontes: são como que os pontos de referimento para um caminho que devemos percorrer, desejando convidar cada um dos países que representais a tomar parte nele. Um caminho que será difícil, se não aprendermos a amar cada vez mais esta nossa terra. Também neste caso me serve de inspiração o nome de Francisco: ele ensina-nos um respeito profundo por toda a criação, ensina-nos a guardar este nosso meio ambiente, que muitas vezes não usamos para o bem, mas desfrutamos com avidez e prejudicando um ao outro."

PARABÉNS SACERDOTES DO SENHOR


Foi Deus quem te deu a graça de seres quem tu és!Deixar tudo para se entregar a serviço de Deus, é a mais bela resposta de amor que alguém pode dar ao amor Daquele que morreu por nós, o sacerdote Maior: Nosso Senhor Jesus Cristo!
Parabéns a Todos Esses Sacerdotes filhos Amados de Deus...


                                                                  Páscoa 

A páscoa é o momento de fortalecimento da fé cristã, momento em que vivemos o mistério da entrega do Filho de Deus, por amor, para remissão dos pecados do mundo. Este é o tempo especial em que abrimos o coração para Deus e sentimos o poder de Sua misericórdia e amor. É a partir deste amor que o plano de salvação é realizado.
O mistério da vida, morte e ressurreição de Cristo devem e precisam ser sentidos por nós, precisamos conscientizar-nos de que este mistério é graça de Deus, dom divino que nos possibilita aproximar-nos do bem. "Mas Deus, que é rico em misericórdia, impulsionado pelo grande amor com que nos amou, quando estávamos mortos em conseqüência de nossos pecados, deu-nos a vida juntamente com Cristo - é por graça que fostes salvos! -, juntamente com ele nos ressuscitou e nos fez assentar nos céus, com Cristo Jesus. Ele demonstrou assim pelos séculos futuros a imensidão das riquezas de sua graça, pela bondade que tem para conosco, em Jesus Cristo". Efésios 2,4-7.


Papa visitará túmulo de São Pedro

O Papa Francisco fará na tarde desta segunda-feira uma visita privada às escavações da necrópole vaticana situada sob a Basílica de São Pedro e deverá ficar em oração diante do túmulo de São Pedro.

O Santo Padre será acompanhado pelo Arcipreste da Basílica Vaticana, Cardeal Angelo Comastri.

O túmulo de São Pedro está embaixo da Basílica de São Pedro, onde existem diversas sepulturas e necrópoles. Sobre ele foi erigido o altar da Confissão.

O primeiro altar fixo da Confissão é atribuído a São Gregório Magno, que morreu em 604. Com efeito, ao longo dos séculos, alguns Papas acrescentaram outros altares a esse primeiro, sobrepondo-os. 

Em 1506 o Papa Júlio II lançou a primeira pedra da nova Basílica de São Pedro e iniciaram-se as obras que duraram 120 anos. Não foram destruídos os antigos altares da Confissão, pois, como sempre, tratava-se de fazer um novo altar sobreposto aos anteriores. Assim, em 1527 já existia um Altar da Confissão. Evidentemente não é o que vemos hoje, este foi feito anos depois.

O complexo original onde estava enterrado São Pedro, datado de 130 d.C, foi preenchido com terra para servir como fundação para a primeira igreja construída no local durante o Império de Constantino, chamada de Basílica Constantiniana.

O primeiro altar fixo da Confissão é atribuído a São Gregório Magno, que morreu em 604. Com efeito, ao longo dos séculos, alguns Papas acrescentaram outros altares a esse primeiro, sobrepondo-os. Em 1506 o Papa Júlio II lançou a primeira pedra da nova Basílica de São Pedro e iniciaram-se as obras que duraram 120 anos. Não foram destruídos os antigos altares da Confissão, pois, como sempre, tratava-se de fazer um novo altar sobreposto aos anteriores. Assim, em 1527 já existia um Altar da Confissão. Evidentemente não é o que vemos hoje, este foi feito anos depois.

As pesquisas iniciais realizadas nos anos de 1930 e 40 foram encerradas com a descoberta do túmulo de São Pedro, anunciada pelo Papa Pio XII no Ano Santo de 1950. Ao redor do túmulo foram encontrados restos mortais de quatro indivíduos e de diversos animais usado na agricultura. Inicialmente não foram encontrados os ossos de Pedro. 

Em 1953 foi realizada uma nova pesquisa sob a coordenação da criptógrafa Margherita Guarducci, quando então descobriu-se que ossos haviam sido removidos de um lóculo no lado norte de uma parede que tinha a inscrição em vermelho Petrós Ení, que em grego significa “Pedro está aqui”. Todas as inscrições foram analisadas e consideradas legítimas.

O arqueólogo António Ferrua descobriu características das substâncias químicas contidas na ossada encontrada, que confirmaram pertencer a um homem que viveu a maior parte de sua vida próximo ao Lado de Tiberíades, na Galileia. Testes realizados posteriormente indicaram ser ossos de um homem com idade entre 60 e 70 anos.

(JE)


"Que o ódio e a mentira dêem lugar ao amor e à verdade", diz Francisco na oração do Regina Coeli

Papa Francisco saudou esta segunda-feira dezenas de milhares de pessoas que encheram a Praça São Pedro para rezar com ele a oração mariana do Regina Coeli, característica do tempo pascal. Do balcão, Francisco cumprimentou a multidão dizendo ‘Bom dia e Boa Páscoa!’, agradeceu a todos pela presença e fez votos que a força da Ressurreição de Cristo chegue a todas as pessoas, especialmente as que sofrem, e a todas as situações mais carentes de confiança e esperança.

“Cristo venceu o mal plena e definitivamente, mas é dever de nós, homens, acolher esta vitória em nossas vidas e realidades da história e da sociedade”. Com estas palavras, o Papa começou o seu breve discurso, reiterando que o Batismo e a Eucaristia devem se traduzir em atitudes, gestos e escolhas no nosso cotidiano. 

A graça contida nos Sacramentos pascais é uma força enorme para a nossa existência, nas famílias e nos relacionamentos sociais, e é por isso que devemos nos deixar tocar por ela: se lhe permitirmos, ela pode mudar “aquele nosso lado mau, que pode machucar a nós e aos outros” – continuou o Papa.

“Sem a graça, nada podemos, mas com ela, podemos nos tornar um instrumento da misericórdia de Deus”. 

Terminando, Francisco reafirmou a importância de expressar na vida os sacramentos que recebemos: Batismo e Eucaristia. E pediu a intercessão de Maria para que “o Mistério Pascal aja profundamente em nós a fim de que o ódio deixe lugar ao amor, a mentira à verdade, a vingança ao perdão, e a tristeza à alegria”. 
(CM)

VIGÍLIA PASCAL



















































FOTOS: JANICLEIDE FERREIRA, JOSÉ RONALDO